segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inquietude

Sou o mar turbulento do desassossego,

Ondas agitadas de minha inquietude,

Escura profundeza de minha solidão.


Esta inquietude que me arranha o corpo,

E provoca emoções díspares.


Sou solitário no meio da multidão.


São confusos, meus sentimentos, sem sentido.


Sou a ânsia de minha ansiedade.

Sou um inconformação, insatisfeito.

Sou o ser, que sou...

E não quero ser!



Sou a luz do sol negro,

Que ofusca minhas vontades

De estar e não estar.


Onde será que quero estar?


Sou o torpor a que me entrego,

Querendo libertar minhas ideias.

Ideias, escritas nas páginas,

De um livro de minha mente.


Quero ter a liberdade que desconheço.


Quero sair desta agitação,

Que me invade a alma

E me dilacera o coração.


Quero ser a ave, que voa sem destino.


Quero gritar..e ser ouvido...

Pelo menos, por mim próprio!



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