sábado, 30 de abril de 2011

Desperdiçados sentimentos




Caíam as folhas soltas
De desperdiçados sentimentos
Dos Outonos vazios da vida
E congelados pela neve fria,
Do desespero do Inverno
Das paixões perdidas;
Sentia-se a esperança
De que a Primavera das ilusões,
Enchesse de novo os corações,
Com os sonhos floridos,
Pelas cores da natureza
E voados nas asas das andorinhas;
Perfumados pelos aromas soltos no ar
Que a flores docemente libertavam;
As almas beijavam o calor
Do Verão, fazendo-as transbordar de alegria
Verdadeira ou imaginária,
Numa sensação de bem-estar,
Voar com a mente utopicamente
Porque as quimeras eram presentes
E o amor latente.
Afinal, estava-se na estação mais bela
E propícia a amar e esquecer
Os desperdiçados sentimentos.

José Carlos Moutinho




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