sábado, 28 de maio de 2011

Inventaria cores se fosse pintor



Se eu fosse pintor,
Faria dos pincéis, instrumentos mágicos
E inventaria cores inexistentes;
Criaria as cores do amor exaltado
E jamais usaria os tons da tristeza;
Aboliria todas as cores negativas
E faria da vida, a maior e mais bela tela,
Onde o azul do céu, fosse a alma
O vermelho do sol refletido no mar,
O sangue quente das veias!
O luar…
Sim ao luar nos seus tons suaves,
Dar-lhe-ia o dom da serenidade;
Ao brilho cintilante das estrelas,
Poria na minha tela como alertas,
E se algo não fosse bem, na paz
As estrelas despertariam
E brilhariam com mais força!
Daria às flores, as cores mais raras,
Que representariam a bondade,
Porque esta também é rara;
Para representar a humildade,
Ainda não sei que cor daria…
Teria, certamente de inventar uma;
Tenho dificuldade em encontrá-la,
Será que a humildade não existe?
Ou talvez porque eu não sou um pintor!

José Carlos Moutinho
28.5.11

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