domingo, 17 de julho de 2011

Lamentos da alma




Soltam-se suspiros do seu peito,
Como lamentos da alma, despertados!
São ais, que se deixam levar
Nas ondas imensas da saudade;
Vagueiam por este mar sem fim,
Recuando a um tempo
Em que a saudade não existia;
Esta, dava lugar ao amor e ao sonho
De uma paixão inventada na luz da ilusão!
Mas esse mesmo tempo implacável,
Tornou essa luz em penumbra,
Encobrindo o brilho de um sentir
Agora melancólico e nostálgico!
Os pensamentos, esses elevam-se
Acima dos lamentos e ais
E voam, perdidos em esperança e desilusão,
Em busca de um porto de abrigo
Em que finalmente,
Possam deixar de suspirar, no seu peito.

José Carlos Moutinho

1 comentário:

  1. José Carlos,
    quem o ouve, não o "vê"!
    Gostei!
    ...mas num porto de abrigo
    sempre haverá um espaço
    onde depositar pensamentos,
    saudades,desilusão
    que num qualquer dia
    num qualquer tempo serão
    as flores dos dias de primavera...
    ou mesmo de verão...
    bj

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