domingo, 18 de setembro de 2011

Corpo feiticeiro




Uiva no breu da noite,
Como lobo esfaimado,
O vento que assola, esfria
E assusta os meus pensamentos,
Soprando-os para lugares remotos,
Afastando-os da minha mente,
Enfeitiçada pela visão deslumbrante
Daquele corpo feiticeiro;
Repudio esse sopro intempestivo,
Agarro-me aquela imagem,
Num amplexo desesperado,
Socorro-me das estrelas que cintilam,
Iluminando-me o caminho que me leve,
Até ao fascínio daquela ilusão!
Murmuro à brisa, que seja a minha guia
E que não me deixe sufocar,
Nas águas do meu anseio
E me leve no navegar,
Do meu sentir e me faça deslizar,
No topo das ondas da minha esperança
E que a bonança tome o lugar,
Da tempestade do meu viver.

José Carlos Moutinho

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Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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