sábado, 10 de setembro de 2011

O tempo na sua corrida




O tempo bate-me no peito,
Com a velocidade dos segundos,
Que os minutos trazem com o vento,
Numa corrida desenfreada das horas,
Sem paragens, nem descansos
E que tudo leva…
Com o girar dos ponteiros,
Vai-se reduzindo
A nossa esperança do futuro,
Esmorece a lembrança das paixões
E emoções vividas;
Desfalecem as ilusões sentidas,
Vontades que se esfumam,
Na mente do corpo que se revolta,
Com a fraqueza dos seus músculos,
Que cedem ao peso dos anos;
Olha-se em frente, sem se ver
Porque os olhos não alcançam,
Cansados pelas agruras da vida;
Anda-se devagar,
Porque já se correu demasiado;
O ritmo é marcado em contraponto
Com o tempo que sempre nos marcou.

José Carlos Moutinho

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