terça-feira, 27 de março de 2012

O teatro



As pancadas de Molière ressoam vibrantes,
Acendem-se as luzes,
Levanta-se o pano,
Escondem-se as mágoas,
Batem-se palmas,
Esquecem-se as dores,
Os artistas chegam à ribalta,
Em alguns corações está a tristeza,
Mas nos rostos os sorrisos,
Porque o teatro não pode parar,
O espetáculo tem de continuar,
Os dramas das suas vidas
Ficam em outro teatro,
Onde talvez alguém chore!

Começa a apresentação
Do drama de algum escritor,
Que certamente ele mesmo sofredor,
Enquanto escrevia a peça,
Quiçá o seu próprio drama!

Desenrolam-se as cenas,
Anima-se o público
Que vibra a cada momento empolgante,
De melhor representação!
E o espetáculo atinge o apogeu,
É o teatro, no seu espaço, que encanta,
Que mostra dramas e comédias!

A música e as luzes dos projetores,
Fazem esquecer que lá fora,
Existe outro teatro, o da vida,
Com dramas e comédias,
Que jamais alguém escreveu.

José Carlos Moutinho


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