sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sombra



Quando a tarde se espreguiça para lá do horizonte,
É pela sombra que se esgueiram os meus vazios pensamentos
E se deixam levar na noite que se aproxima,
Calando as ilusões esmorecidas,
Pelas emoções cansadas!

Por vielas onde a sombra domina
E encobre intenções enviesadas,
Deambulo em busca de instantes de acalmia,
Escondido dos olhares que me perturbam!

Aceito o abraço do luar que me murmura,
Cintilantes vibrações
E caminho pela clareira que a sombra não alcança!
Levo-me de coração ao alto,
Confiante de que chegarei a bom destino,
Agora protegido pela lua cheia,
Qual lampião que me ilumina e me protege
De utópicos duendes!
Grito ao mundo que sou a liberdade
Levo comigo a alegria na alma,
E nem a fantasmagórica sombra,
Me perturbará doravante.

José Carlos Moutinho


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