quinta-feira, 31 de maio de 2012

Palavras caladas




Morrem-me na garganta as palavras caladas,
Aperta-se-me o peito no silêncio sentido,
A tortura dos pensamentos,
Que na minha voz emudecem,
Impotente em gritar o que me vai na alma!

Ela passa na rua da minha paixão,
Indiferente ao conflito, dentro de mim,
Sorri-me no seu jeito sensual,
De fêmea provocante!
Os seus cabelos ondulam com o vento que eu invejo,
Na acaricia do seu rosto!
Penso-me triste e desalentado,
Nas palavras que não me saem do peito
E que eu anseio dizer-te!

Quisera ser o sol,
Que te beijasse a pele morena e sedosa,
Ser o perfume que te inebriasse do prazer de mim
E ser o luar que te abraçasse,
No leito do nosso amor!

Ainda navegaremos no mesmo caudal de paixão,
Que nos levará neste rio de desejos,
Ate’ ao mar da nossa felicidade.

José Carlos Moutinho

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