domingo, 16 de dezembro de 2012

Eu e o mar





Quando os dias se escondem da luz solar
e a minha alma se entristece,
invadida pela melancolia...
...É na grandiosidade do mar,
na acalmia do seu murmurar,
que invento oásis do meu deserto
e descubro o equilíbrio do meu sentir!
Deixo o meu olhar navegar,
perder-se na lonjura dos mistérios,
e, inexplicavelmente
como por mágica,
surgida do imaginário,
a serenidade aconchega-se no meu peito
transforma-me em outro ser,
com outro sentir,
afagado pelo luar,
que suavemente desponta
e me oferece sorrisos,
de esperança de novos sóis!

Na letargia que me tomou os sentidos
Perdi-me nas horas esgotadas do tempo,
Absorvido pela contemplação deste mar de feitiços,
Mas revigorado pela maresia
Com o coração mais feliz e a alma solta.

José Carlos Moutinho

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