Diversas

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Areia escaldante



Fazem-se tardias as noites do meu cansaço,
anseio-me na acalmia dos luares
das cálidas primaveras,
quando os meus pensamentos se libertam
das amarras de emoções esmorecidas
pelas saudades que me acutilam o sentir!

Fragrâncias de maresia das águas brilhantes
deste mar, invadem-me o peito,
fazem-me suspirar,
ao recordar aquela tarde
de sol escaldante,
que nos magnetizava
no ardor da nossa paixão,
onde foste entrega de ti
no enlevo do amor de mim,
sobre a areia ardente,
amenizada pela sombra
das longas folhas do coqueiro,
acariciados pela suave brisa,
confidente dos nossos murmúrios!

Invento na minha solidão
um outro escaldante sol,
de ardente areia,
que me faça reviver
o amor em ti,
na entrega de mim.

José Carlos Moutinho

2 comentários:


  1. O Mar!... essa imensidão que atrai os poetas,
    que faz pôr suas almas a nú;

    Aí está o poeta! sofrendo o efeito do mar e da maresia...!
    Mui belo o poêma ( Sol, Mar, areia, Maresia...
    Parabéns! José Carlos! um abraço:

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  2. José, gostei muito da cadência da sua escrita! Me lembrou muito alguns poetas Românticos, mas principalmente o Baudelaire, pois existe uma humanização do ambiente!
    Um abraço

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