terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Silêncio em mim



Nestes instantes de melancolia,
deixo-me abraçar pelo silêncio,
escuto o sussurrar rítmico do meu coração
e penso na beleza do sol que lá fora cintila,
porque dentro de mim,
existe uma revolução inconformada,
de um sentir que amordaçou o tempo,
em que o seu sorriso me encantava
e que agora nesta saudade,
me prostra em agonia
pelos minutos que se esvaem lentos,
numa tortura acutilante
que me sufoca no tempo futuro
sem esperança
morto pelas desilusões!

Escuto o silêncio que nada me diz,
mas que me lembra emoções vividas
do passado...
Será mesmo passado?
Parece-me que foi hoje
que tudo se desmoronou!

Tento aquietar-me,
na obscuridade das minhas sensações
que se ofuscaram pela sua recusa
de um reviver em sintonia,
onde imperava empatia e felicidade!

Em meu redor existe nada
que o silêncio abraça delicadamente
em solidariedade com o meu carpir!

Sinto-me cansado, pelo torpor
que me invade a alma,
anseio que tudo isto seja um pesadelo
e que o amanhã me traga novas
do meu amor...
Adormeço afagado
Pela esperança de um feliz advir.

 José Carlos Moutinho

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Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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