As gaivotas voam

SOBRALINHO

sábado, 9 de dezembro de 2017

Deixem-me

...
Deixem-me imaginar que seguro o tempo
que me engane nos murmúrios da brisa,
que me sinta feliz nesta vida, sem lamento
que viva o tempo que minha alma precisa

Deixem-me pensar-me utopicamente eterno
e que em mim exista a suspensão do tempo
deixem-me, pois, ser assim irreal e fraterno
ainda que o ar deste mundo seja tão bafiento

José Carlos Moutinho

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