Mundo desigual
Invento-me nos dias de muito frio,
Tento ter minh’alma descomprometida,
Mas a realidade é um grande desafio,
No meu coração há muita dor sentida
Gente perdida, sem um teto, nem rumo,
Deambulam por escarpas de pobreza,
Procuram com esperança, obter aprumo
Porém, só encontram a terrível avareza
Mundo este tão cruel e tão desigual,
Mão estendida que pede um pouco de pão,
É olhada com desdém, como de animal
Sol que nasce, apagado para uns quantos
Bastantes com conforto, outros, com solidão,
Muitos com alegria, imensos, dor e prantos!
José Carlos Moutinho
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