Conversei com o tempo
Estive a conversar com o tempo,
sim, esse tal que nos faz sentir
por vezes velho outras jovem iludido
e cheguei à simples conclusão,
que ele, o tempo, não nos escuta
creio até, que se ri da nossa aflição
porque passa rápido, sem parar
sequer olha para o lado para descansar
e nós, indefesos, sentimo-lo a correr
como se de maratona se tratasse
tentamos, por vezes, rir da sua corrida,
mas quando nos apercebemos
desse corropio...
notamos que, indiferente a nós, o tempo,
o tal, que corria sem parar
nos tinha deixado cansados
quase sem forças para continuar…
só nos resta, pois, tentar
numa displicência fingida, sorrir,
para que o nosso tempo
não deixe, precocemente de rir
José Carlos Moutinho
19/1/19
Decreto-Lei, nº 63/85
dos direitos do autor
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