RESILIENTES
Quisera eu, inocente
Deixar-me tocar pelo chilrear dos pássaros
E mudo, abraçado pelo silêncio
Criar a mais bela música
Num ápice de prazer inimaginável
Permitir que as minhas mãos
Acariciassem o inventado poema
Em toques de magia
Porém, quantas vezes
Eu e muitos de nós
Somos forçados a resistir aos obstáculos
Que se interpõem
Contrariando os nossos anseios
De seguirmos em frente…
…Mas, resilientes recusamos
O nunca
Pela frieza da sua nulidade
E atrevemo-nos a viajar
Pelos sonhos calados
E porque vida
É um palpitar de sangue
Pelos caminhos do longe
E veredas de belas flores
Há sempre alguém que diz sim
Ao abraço e às emoções
Que só os amigos sabem dar
José Carlos Moutinho«
2026
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