José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
Num silêncio que me arrepia a pele
vou-me levando em pensamentos,
por entre estrelas e sonhos,
navegados em galáxias de ilusões
o meu redor, continua silencioso
como se o tempo tivesse parado
e eu fosse o único
habitante deste planeta
fazendo-me esquecer este mundo desatinado
onde as mentes se confundem
numa total estupidez, arrogância e presunção
continuo a viajar nesta minha barca imaginativa
numa obsessão em recusar voltar
a este circo de bacocos do poder
porque o silêncio é balsamo
que pode curar tantos males
mas…o silêncio, é, repentinamente, quebrado
pela campainha do portão,
que, insistentemente, toca, ou grita,
obrigando-me a despertar para a realidade.

