para deixar passar a tempestade
no silêncio do meu sentir, mergulho
nas serenas águas da neutralidade
José Carlos Moutinho
SIMPLES PASSAGEM
24/2/2026
PAVOROSO FILME DA VIDA
de um pavoroso filme da vida…
Meditação
Medito na acalmia do pensamento,
NÃO TE JULGUES
José Carlos Moutinho
Portugal.
29/3/2026
Amigo, não te julgues poeta,
só porque assim te chamam
crê na realidade mais certa
menos nos que tudo aclamam
Tens de ser tu a sentir a verdade
de que tuas palavras são emoção
não basta a fantasia da saudade
para que o poema seja tua razão
Acredita que a bajulação é perigo
que espreita a quem ousa escrever,
podes não crer no que eu te digo
mas já vi tanta coisa a acontecer
Quantas vezes me pergunto eu
se acaso, esse dom é coisa minha
são tantas dúvidas no pensar meu
poesia simples é que me acarinha
CRIATIVIDADE
José Carlos Moutinho
𝐒𝐎𝐔 𝐕𝐄𝐋𝐇𝐎 𝐄 𝐃𝐄𝐏𝐎𝐈𝐒?
𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐮𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐏𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐞́ 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐣𝐚́ 𝐯𝐢𝐯𝐢 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐨́𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐬𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐎𝐥𝐡𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐚𝐜𝐡𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞́ 𝐩𝐢𝐨𝐫 𝐄𝐬𝐪𝐮𝐞𝐜𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐞́𝐫𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐚𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐭𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐬 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐚𝐬 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐨𝐬 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬… 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨, 𝐧𝐚 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐞 𝐮𝐦 𝐢𝐦𝐞𝐧𝐬𝐨 𝐚𝐛𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦 (𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨) 𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 (𝐡𝐨𝐣𝐞) 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐬𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬, 𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐝𝐢𝐠𝐨 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐬𝐮𝐬𝐜𝐞𝐩𝐭𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐏𝐨𝐫𝐞́𝐦, 𝐯𝐞𝐣𝐨-𝐦𝐞 𝐥𝐚́ 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞 𝐧𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐬𝐨𝐫𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐞𝐮 𝐬𝐨𝐫𝐫𝐢𝐚-𝐥𝐡𝐞 𝐇𝐨𝐣𝐞, 𝐯𝐞𝐣𝐨-𝐦𝐞, 𝐜𝐨𝐦 𝐫𝐮𝐠𝐚𝐬, 𝐬𝐨𝐫𝐫𝐢𝐬𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐦𝐚𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐜𝐚𝐧𝐬𝐚𝐜̧𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐨𝐮 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨… …𝐞, 𝐬𝐢𝐧𝐜𝐞𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐧𝐚̃𝐨 𝐦𝐞 𝐢𝐧𝐪𝐮𝐢𝐞𝐭𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐫𝐞𝐠𝐨𝐳𝐢𝐣𝐚-𝐦𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐬𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐧𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐞 𝐟𝐞𝐥𝐢𝐳, 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐝𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚𝐫 𝐚 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨. 𝟐𝟔/𝟐/𝟐𝟎𝟐𝟔
TRISTEZA RIMA COM BELEZA
18/2/2026
NÃO ME IMPORTA
Soubesse eu escrever poemas,
faria um que mostrasse ao mundo,
como acabar com tantos dilemas
tão rapidamente como um segundo
Como não sei escrever essa coisa
fico-me por aqui em imaginações
enquanto escrevo na negra lousa
estrofes das minhas inquietações
José Carlos Moutinho
18/2/2026
QUE AS PALAVRAS SE REVOLTEM
13/2/2026
PLENITUDE DE UM POEMA
resta resignar-me à minha frustração.
NÃO ESQUECI AQUELE RIO
SEM TÍTULO
Nas asas do vento, eu voo,
Portugal
POR ONDE ANDARÃO
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