GOSTARIA DE SER POETA.
Poema de José Carlos Moutinho
Voz e música geradas por IA
GOSTARIA DE SER POETA.
Poema de José Carlos Moutinho
Voz e música geradas por IA
GOSTARIA DE SER POETA
AVES NEGRAS
O RIO DO MEU PENSAMENTO
CAMINHOS DE SONHOS E ILUSÕES
AO TEJO
AFORISMOS ou coisa nenhuma!
Soubesse eu entender os murmúrios da brisa
O CREPÚSCULO DAS PALAVRAS
Era um tempo descontraído, isento de
problemas. Havia, porém, algo que lhe mudara ligeiramente o comportamento, um
hábito que colhera os seus primeiros frutos há imensos anos, ainda nos verdes
anos da juventude: o escrever. Diziam-no detentor de uma veia poética. Ele
duvidava; mas, em boa verdade, habitava nele um sentir diferente dos demais
amigos, que escusavam as palavras e a escrita. Ele não; entregava-se aos seus
“poemas” com sincera emoção. Poemas, talvez, nascidos da inocência própria dos
seus juvenis quinze anos.
Todavia, passados cerca de cinquenta
anos, aquele ímpeto da juventude regressou, trazendo uma impetuosidade que o
entregou novamente às palavras, supostamente poéticas. Timidamente, começou a
divulgar o que produzia, sem que, pela sua mente, passasse a menor ideia ou
desejo de converter aquela escrita em algo mais.
Não fossem os amigos e aqueles que o
liam através das redes sociais, jamais pensaria vir a publicar um livro; tal
feito seria a ilusão pura de um sonho nunca antes sonhado. A verdade, porém, é
que animado e incentivado por esses leitores, tomou um dia a ousadia de
publicar a sua primeira obra de poesia. O sonho outrora inexistente tornou-se
realidade, pleno de anseios, justificados pelo sucesso daquele primeiro filho
literário.
Ele vibrava de emoção a cada
lançamento, a cada apresentação, de tal modo que, a partir de então, publicava
um novo volume a cada ano que passava. Coabitava nele uma simbiose de alegria e
receio de que, a qualquer momento, aquela “glória” se esfumasse repentinamente.
Sabia, afinal, que a glória é sempre uma entidade passageira para outrem. A
existir, ela fixar-se-ia, sem dúvida, somente na memória do próprio autor.
Foram, no entanto, muitos anos e,
consequentemente, muitos os livros publicados. Havia prazer, alguma felicidade
e, obviamente, uma profunda gratidão para com quem o acompanhava — não só nos
lançamentos, mas na assistência constante, cujas salas lotavam de pessoas,
amizades e leitores fiéis. Era fantástica, em cada apresentação, a euforia que
se vivia.
Mas… na vida há sempre um,
"mas". Novos autores foram surgindo, talvez em número exagerado, cada
qual movido pelo mesmo desejo do protagonista desta crónica. Foi então que as
salas, antes repletas, foram tornando-se geometricamente maiores pela ausência
das pessoas que outrora o elogiavam e apoiavam; era preciso ceder espaço e
aplausos a outrem, transformando este meio literário numa Babel que a ninguém
apraz. O excesso de “editoras” e a imensidão de autores, contrastando com um
país tão pequeno e que tão pouco lê, conduziu este ecossistema ao caos.
Após tantos anos de uma escrita
diversificada — pois, tendo começado na poesia, palmilhou os caminhos dos
contos, das biografias e dos romances —, resta a constatação. Claro que o acto
de escrever não morrerá; mas o publicar, dada a crescente dificuldade em
divulgar, terá certamente encontrado o momento da sua finitude.
José Carlos Moutinho
30/6/2026
LABIRINTO DO PENSAMENTO
Que
a vida, por fim, o liberte.
EFÉMERA ESPUMA DO PODER
25 de Maio - DIA DE ÁFRICA
NOSTALGIA
𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞
𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐟𝐥𝐢𝐠𝐞 𝐬𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐬𝐞𝐫𝐚́, 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳, 𝐜𝐚𝐜𝐢𝐦𝐛𝐨 𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐩𝐞𝐫𝐟𝐮𝐦𝐞 𝐝𝐞 𝐚𝐜𝐚́𝐜𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐬𝐨́ 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐞́𝐦 𝐬𝐨𝐮𝐛𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚𝐬 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐚𝐜𝐮𝐣𝐚́ 𝐩𝐞𝐜̧𝐨 𝐬𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐧𝐝𝐚, 𝐬𝐨́ 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐨𝐝𝐚𝐝𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐨𝐟𝐚́ 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐮𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝟐𝟒/𝟓/𝟐𝟎𝟐𝟔
COMO SE FOSSE POEMA
o poderá dizer.
MAS…
2026
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