domingo, 30 de outubro de 2011

Entro em mim



Deambulo pelos caminhos do meu corpo,
Entro em mim, no meu âmago;
Quero desvendar os segredos,
Que a minha alma me esconde;
Tentarei descobrir a relação do espírito,
Com a matéria corporal;
Qual é que depende do outro;
Talvez seja o espírito que tudo comanda;
Entrarei na minha mente
E arrebatarei os mistérios,
Que no silêncio dos pensamentos,
Ela encobre dentro da sua indiferença;
Quero ouvir do meu coração,
Os lamentos, os murmúrios do seu sentir,
Quero ouvi-lo gritar que ele é tão-somente,
Um instrumento à vontade da minha alma
E que os dois em simbiose perfeita,
Ditam as minhas paixões,
Os meus desejos e as minhas ilusões!
Quero abraçar os percursos do meu passado,
Sorrir as vivências do meu presente
E ansiarei pelas respostas,
Às incógnitas do meu futuro;
Quero ir mais além, para lá do Infinito,
Penetrar num desconhecido cosmos,
Que me mostre que neste nosso mundo
Tudo é passageiro e fútil.

José Carlos Moutinho

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