terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encantadas utopias




Vêm com o vento, murmúrios
Sussurrados pelas folhas que esvoaçam,
Numa coreografia de fascinante equilíbrio,
Mostrando que o cosmos que nos rodeia,
Nos transcende na compreensão,
Das coisas simples;
E os sons tornam-se melodias,
Envolvem-nos numa aura,
Que nos aquieta a alma;
A brisa agita-nos suavemente o sentir,
Amornado pelo sol,
Que surge lá longe, no horizonte
Aureolado em visão encantada;
As árvores sorriem-nos dóceis,
Partilham o nosso estar;
As cores vão-se acentuando,
No cintilar da luz que se agiganta,
Anima semblantes fechados,
Pela insatisfação de quererem mais
Quem já tanto tem;
E o universo segue impenetrável,
Com as flores que cantam
Nos seus perfumes inebriantes.

José Carlos Moutinho

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