quinta-feira, 8 de março de 2012

Mar...Esse desconhecido




Oh... Mar imenso que me inundas a alma,
Quando sentado no alto da falésia te contemplo!
Tens uma mística força que me serena,
Nos momentos de tristeza e solidão!
Quando te observo, sinto as tuas ondas magnéticas,
Que me eletrizam e me prostram,
Numa letargia enfeitiçada!       

Acalmo-me no escutar do teu murmurar de palavras,
Em sons de transbordantes sensações,
Imbuídas de cheiros de maresia!
Fazes-me voar sobre o teu dorso,
Qual raio solar,
Que se reflete em ti
E que invade com alegria o meu coração!

Mas também tens em ti, o medo
Que traumatiza e aniquila,
Quem se interpõe em teu caminho,
Quando te fazes tormenta,
Na tua vontade de te mostrares maior,
Arrastando contigo quem te provoca,
Dizimando famílias,
Fazendo viúvas e órfãos!

És simbiose de magnífico e terrível!

Mas eu só te penso belo, mar doce mar,
Quando te navego à tona da tua vontade
E no brilho ondulante da esteira
Do teu leito, que me acolhe.

José Carlos Moutinho

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