segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Teu corpo em brasa




Quero soltar-me deste teu fogo que me sufoca
e me deixa em delirante estado de espírito,
mas que no meu mais profundo íntimo
não desejo...
Sinto-me afogueado por um sentir
que me atira, em lava de prazer,
pelos declives do teu corpo em brasa!

Apelo à brisa que nos acaricia,
o ar que me permita respirar,
na ânsia do teu querer,
que nos arrefeça as emoções,
tornadas inconscientes
por este fogo desatinado,
de dois corpos em êxtase!

Acalmados pelo cansaço do devaneio,
Descansamos no suor que nos alaga,
dos poros dilatados,
na volúpia da razão sossegada.

José Carlos Moutinho

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