As gaivotas voam

SOBRALINHO

sábado, 27 de julho de 2013

Porque escrevo



Escrevo,  escrevo...
Muitas vezes insanamente
porque as palavras brotam de mim,
como pétalas no desabrochar das flores,
não sei responder porque o faço
e o que me leva a este anseio
de deixar voar este meu sentir
nos ventos desconhecidos
por mundos que me ignoram!
Pergunto ao meu silêncio
porque escrevo,
se tantas vezes não sou lido,
e outras tantas, dizem gostar,
quando nem sequer leram o título!

E continuo a escrever...
Sem saber se o faço para mim
ou para quem não me lê!
Mas continuarei a escrever,
porque acredito que exista alguém
que se sinta aconchegada
ao carinho das minhas palavras
e se alegre com a minha mensagem
que lhes afague a alma
e faça sorrir o coração,
por vezes sofrido, pelo desamor!

E escrevo...
Porque, com a minha escrita,
em simples e sentidas palavras
em algum lugar, alguém se sentirá feliz
com o segredar da minha alma
em doces palavras de poesia!

Porque acredito nessa felicidade
que  transmito aos poucos, que me leem,
continuarei teimosa e insanamente
a escrever, até à minha finitude.

José Carlos Moutinho    

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