quinta-feira, 3 de abril de 2025

# Versos inclusivos

Pela planície verde da esperança
aquieta-se a brisa do pensamento
é com resiliência que se alcança
força que poderá vencer o vento

Poderá até acontecer desilusão
escondida nalguma tarde cinzenta
dignidade, essa tem sempre razão
não existe em quem se ausenta

Se algumas caras forem fantasia
e o carnaval estiver bem distante
deixa, pensa que possa ser utopia
nascida da mente d'algum farsante
 
José Carlos Moutinho
3/4/2025 
Portugal



quarta-feira, 2 de abril de 2025

#Âncora de bonança

Fecho os olhos...fixo o ontem…
e tantas memórias, maravilhosas,
desfilam perante o meu olhar mental…
são miragens perfeitas de momentos de alegria,
de tanta felicidade,
que agora mesmo, neste instante,
se instala dentro do meu sentir,
de um jeito tão gostoso
que me dá a sensação de ser ontem

…e como é tão bom, viver esta nostalgia
de olhos fechados,
mas de alma aberta
e coração palpitante de emoção,
talvez esta seja a mesma emoção
sentida naquele outro meu viver

Suspiro, serenamente,
vivo agora o momento da ilusão
transpondo-me, feliz, para mais além,
àquele longe que foi tão meu,
tão fantástico
 
De repente, um som urbano
desperta-me deste prazer de reviver
aqueles instantes que a vida, generosa,
me tem proporcionado…
 
Não, não me pensem saudoso doentio
vivo, com gratidão à minha memória
e a vida, gloriosa,
que me oferece esta felicidade constante,
compartilhada na saudade prazerosa
à qual me agarro como âncora de bonança,
nas tempestades do hoje
 
José Carlos Moutinho
27/03/2025 
Portugal

segunda-feira, 31 de março de 2025

#Dispo-me

𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐-𝒎𝒆 𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂𝒔 𝒗𝒂𝒛𝒊𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒓𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒑𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒆𝒎 𝒆𝒔𝒑𝒂𝒄̧𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒂𝒔 𝒈𝒖𝒂𝒓𝒅𝒂𝒓, 𝒄𝒂𝒍𝒐 𝒂 𝒓𝒆𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝒅𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒙𝒂𝒔𝒑𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒏𝒂 𝒔𝒆𝒓𝒆𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒂𝒔 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒍𝒖𝒂𝒓, 𝒂𝒃𝒓𝒐 𝒐𝒔 𝒃𝒓𝒂𝒄̧𝒐𝒔 𝒂̀ 𝒂𝒄𝒂𝒍𝒎𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝒎𝒂𝒓𝒆𝒔𝒊𝒂 𝒂𝒃𝒓𝒂𝒄̧𝒐 𝒂𝒔 𝒐𝒏𝒅𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒎𝒂𝒓 𝒊𝒏𝒗𝒆𝒏𝒕𝒂𝒅𝒐, 𝒎𝒆𝒓𝒈𝒖𝒍𝒉𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒔𝒐𝒓𝒓𝒊𝒔𝒐 𝒅𝒆 𝒔𝒂𝒖𝒅𝒐𝒔𝒂 𝒊𝒍𝒖𝒔𝒂̃𝒐 𝒏𝒂 𝒂𝒓𝒆𝒊𝒂 𝒅𝒂𝒔 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔 𝒎𝒆𝒎𝒐́𝒓𝒊𝒂𝒔, 𝒍𝒊𝒃𝒆𝒓𝒕𝒐 𝒐𝒔 𝒎𝒆𝒖𝒔 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆, 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛𝒆𝒔, 𝒗𝒐𝒂𝒎 𝒏𝒂𝒔 𝒂𝒔𝒂𝒔 𝒅𝒂𝒔 𝒆𝒔𝒕𝒓𝒆𝒍𝒂𝒔 𝑱𝒐𝒔𝒆́ 𝑪𝒂𝒓𝒍𝒐𝒔 𝑴𝒐𝒖𝒕𝒊𝒏𝒉𝒐

#TEIAS DA VIDA - Divulgação

 𝐋𝐞𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬, 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐚 𝐚 𝐥𝐢𝐭𝐞𝐫𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥.

𝐄𝐬𝐭𝐚 𝐟𝐮𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐨𝐬, 𝐜𝐫𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐞 𝐩𝐨𝐞𝐦𝐚𝐬, 𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐢 𝐨 𝐭𝐢́𝐭𝐮𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐄𝐈𝐀𝐒 𝐃𝐀 𝐕𝐈𝐃𝐀, 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳 𝐥𝐡𝐞 𝐚𝐠𝐫𝐚𝐝𝐞.

𝐃𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐢-𝐥𝐡𝐞 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐩𝐚𝐢𝐱𝐚̃𝐨. 𝐂𝐫𝐞𝐢𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐨 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨 (𝐞 𝐞𝐮) 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐬𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐥𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐆𝐎𝐒𝐓𝐄𝐈! 𝐏𝐞𝐜̧𝐚-𝐦𝐞 𝐞 𝐭𝐞𝐫𝐚́ 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐮𝐦 𝐚𝐦𝐢𝐠𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐨!



quarta-feira, 26 de março de 2025

# Coisas que acontecem

Entardecia quando eu te vi
creio que tu nem te apercebeste
talvez por eu estar longe de ti
ou porque o vento vinha de leste

Sorrias para alguém que não eu
teu sorriso deixou-me encantado
verdade que meu coração encheu
de vontade de te ser apresentado

Creio que ignoravas minha presença
alheavas-te de quem te rodeava
para mim foi como uma sentença
certamente me mandarias à fava

Afoito, dirigi-me a ti, com coragem
disse: perdão mas estou encantado
a menina até parece uma miragem
que me deu vontade de ser beijado

Claro que o resultado todos sabem
uma tremenda estalada levei eu
mas nem os convencidos se gabem 
de nunca levarem estalo que doeu

José Carlos Moutinho
26/3/2025
Portugal

terça-feira, 25 de março de 2025

#Amigos...realidade ou quimera?

Dizem eles que são amigos (alguns),
que estranhos são estes sentimentos,
que mudam tão radicalmente
como os minutos do imperturbável relógio do tempo

Não...certamente não são amigos,
serão, indubitavelmente, conhecidos,
sem o mínimo de sentimento para se
intitularem de amigos...

Ter a sorte de se viver para além de um
certo tempo,
dá-nos a vantagem e o conhecimento
de poder analisar tais comportamentos,
ditos sentimentais (negativos).

Depois, perante situações caricatas,
perguntamo-nos, quiçá, inocentemente:
que fizemos nós para que os tais apregoados
amigos
se vão, descaradamente, afastando?

Não encontramos resposta, certamente...
ou, talvez encontremos sim...será por:

Despeito, rivalidade, incompreensão,
desconforto perante o sucesso de alguns,
animosidade ante a frontalidade de quem diz o que sente, 
ou, simplesmente, por má formação?

Quem veio de tão longe, caminhou por longas
estradas desta vida de alegrias e fenómenos estranhos,
chegará à conclusão de que não entende o ser humano...
e, para que isso não perturbe a maneira de se ser,
deve-se simplesmente ignorar!

A vida e o tempo são mestres no ensinamento
das coisas deste nosso viver...

Viva, porém, a AMIZADE, com toda a sua
grandeza, VERDADE com toda a dignidade e VIRTUDE, de sentimento nobre!
 
José Carlos Moutinho 
25/3/2025

sexta-feira, 21 de março de 2025

# Poesia e o seu Dia

Dia da poesia e dos poetas
sem eles poesia não existiria
deixemo-nos de ideias tretas
mas viva então, a bela poesia

Um dia, se eu for lembrança
dirão que também fui poeta
não tenho disso a esperança
pois não me considero pateta


Poesia, é um belo substantivo

mas que tantas e tantas vezes
mais parece susto e disjuntivo
com metáforas, assaz soezes

Pois para mim que pouco sei
poesias são emoções sentidas
que para literatura não faz lei
dizem…são palavras perdidas

E assim com rimas de brincar
homenageio a poesia, afinal
por isso não me levem a mal
com as rimas, vamos cantar 

José Carlos Moutinho

21/3/2025

Portugal

 

#Por falar em poesia

DIA INTERNACIONAL DA POESIA, e...

𝐏𝐨𝐫 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚

𝐏𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐧𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐬𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐫 𝐞́ 𝐨 𝐣𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞, 𝐬𝐞𝐫𝐞𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐯𝐞𝐫𝐛𝐨 𝐚𝐦𝐚𝐫 𝐏𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐮𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐬𝐞𝐢 𝐥𝐚́ 𝐨 𝐪𝐮𝐞̂ 𝐞́ 𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐮𝐫𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞́ 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞𝐫 𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐨𝐟𝐞 𝐬𝐞𝐦 𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞̂ 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐞𝐠𝐫𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐚𝐭𝐞́ 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐏𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐞́, 𝐩𝐨𝐢𝐬, 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐞𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐢𝐬𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐬 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐭𝐞𝐫𝐚́ 𝐨 𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐨𝐫 𝐬𝐞 𝐚 𝐛𝐞𝐥𝐞𝐳𝐚 𝐝𝐚 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚 𝐥𝐚́ 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐞𝐫 𝐧𝐚̃𝐨 𝐡𝐚́ 𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨 𝐧𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐞𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐃𝐢𝐠𝐨 𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚𝐝𝐚 𝐬𝐞𝐢 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐞𝐬𝐢𝐚, 𝐦𝐚𝐬 𝐯𝐨𝐮 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐢𝐧𝐡𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐢́ 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐞𝐢 𝐬𝐞 𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐧𝐭𝐚𝐬𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐬𝐞 𝐟𝐨𝐢 𝐝𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢 𝐀𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐨𝐝𝐨 𝐚𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐞𝐭𝐚 𝐟𝐢𝐳 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨𝐬 𝐭𝐚̃𝐨 𝐬𝐢𝐦𝐩𝐥𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐮 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐨 𝐚 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐞𝐳𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐫𝐢𝐦𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐨 𝐭𝐞𝐫 𝐚𝐭𝐢𝐧𝐠𝐢𝐝𝐨 𝐨 𝐭𝐚𝐥 𝐚𝐩𝐨𝐠𝐞𝐮 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐮𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥



quinta-feira, 13 de março de 2025

# Trapalhada de política

Que estranhos são os políticos
digo os deste país, obviamente
fazem habilidades sem críticos
porque o povo anda dormente
 
Gastam-se balúrdios em eleições
que se lixe, paga o tal mexilhão
hajam, pois, muitas confusões
eles acham que têm toda razão
 
Discutem muito e pouco dizem
que interesse a este pobre país
parte das vezes se contradizem
tal confusão sem pés nem raiz
 
Corruptos grita bancada do lado
são vocês, berra a outra bancada
tudo isto deixa o povo enjoado
sem pachorra para esta bacorada
 
E lá vãos os trouxas, novamente
para exercerem direito de votar
mas se é sempre a mesma gente
de que adianta ir a cruz marcar?
 
Valha-nos o Santo da Dignidade
que envie gente de alma patriota
para governar o pais com verdade
e não fazer do cidadão um idiota
 
José Carlos Moutinho

13/3/2025

#DANÇA

  

A menina dança?
Era no tempo do cavalheirismo,
quando o homem se dirigia à dama,
para a convidar a dançar,
tudo com muito respeito,
sempre na expectativa do olhar da menina,
a condescender na dança que vinha!
 
Belos tempos,
que os jovens de hoje nem imaginam!
Agora é correria em loucos atropelos,
música estridente,
sem a beleza do compasso do bolero!
 
Quero o tempo
em que tomava a menina nos braços
e a levava enlevado pelo salão,
orgulhoso do meu mérito,
de ter uma linda jovem junto do meu peito;
 
Hoje, nem se tocam
e se isso acontece é em colisão quase fatal!
 
Dança de encantar, na valsa que nos embalava,
no slow, que nos fazia deslizar na pista do amor,
e na graciosidade mais acelerada do rock
ou até no calor do merengue...
saudades do tango,
que nos fazia rodopiar airosamente…
 
A menina dança?
 
José Carlos Moutinho 
Portugal

terça-feira, 11 de março de 2025

#DEIXAI, POIS

DEIXAIS, POIS
poema de José Carlos Moutinho,
Melodia de IA

 

#Deixai, pois

 

Deixai que brote exaltação nos poetas
com metáforas ou de palavras singelas
sem quaisquer rimas ou somente tretas
feitas estrofes cintilantes como estrelas

Deixai que as palavras sejam fantasias
que não falem de paixão nem de amor
mas que jamais se dispam das poesias
pois a poesia é o verdadeiro esplendor

Quisera eu, ser poeta maior do sentir
corresse nas veias a paixão dos versos
em cada palavra uma ode ao meu sorrir
mesmo que as métricas sejam adversas

Deixai, pois, vós que sabeis de emoções
que o poeta pareça louco ou mentiroso
os seus sentimentos são puros vulcões
de escaldante lava e coração generoso

José Carlos Moutinho
11/3/2025
Portugal




segunda-feira, 10 de março de 2025

#Murmúrio dos sonhos

 Murmúrio dos sonhos
 
Que os sonhos me murmurem utopias
nas minhas noites de sono cansado
que me contem serenamente fantasias
em segredo ao adormecido subconsciente
 
Depois, se o sonho se perder
na alameda do esquecimento
ficará em mim, certamente,
a desilusão da perda…
 
Mas se o sonho me perturba
se exalta e explode de ira
provocando em mim desconforto
e inquietude ao meu sono…
 
…então, não quero mais sonho adormecido
prefiro sonhar, bem desperto
sentado numa poltrona de ilusões…
 
…e, entregue a uma letargia gostosa
imaginar que esses sonhos
se realizarão
numa deliciosa e tranquila ilusão
aconchegada num sorriso de felicidade
 
José Carlos Moutinho

10/3/2025

sexta-feira, 7 de março de 2025

#O nosso amor

 ...𝐞 𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐞́ 𝐭𝐚̃𝐨 𝐟𝐮𝐠𝐚𝐳, 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐭𝐨𝐦𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐣𝐚́ 𝐞́ 𝐭𝐚𝐫𝐝𝐞...


O nosso amor

Na serenidade do meu pensamento
viajava eu pelos longes de um certo tempo…

todavia apesar dessa fase bem distanciada
a minha memória jamais se perdeu
nas metáforas da vida
nem tampouco nos vendavais dos desencontros

Tantos anos são os de nossa convivência
pejados de alegrias e frustrações,
provocando, ocasionalmente, alguma conturbação
levando a que o amor, por vezes,
parecesse ficar ofuscado pelo suspirar do devaneio
em eventual e perturbada ilusão…
…mas o amor, estava, afinal e resolutamente,
mais premente do que nunca

Lembras-te, meu amor
o dia em que nos conhecemos?
Tu, tão jovem, tão menina, tão mulher
com o sorriso mais lindo que eu já vira
e com um olhar penetrante, brilhante,
de apreciativa observação…
…aquela imagem ainda vive na minha memória visual

Belos momentos vivemos
na nossa união de jovens apaixonados
claro que houve desentendimentos
contrariedades…
mas quem as não tem?

Creio que em todos os humanos
há cara e reverso das situações da vida,
importante é saber contorná-las
evitando desagrados e provocações

O nosso amor teve seus frutos
as nossas árvores genealógicas floriram
dando ao mundo dois filhos
que, felizmente,
nos têm enchido de orgulho e felicidade

Nossos filhos são dois seres
imbuídos da mais profunda dignidade,
aconchegada nas suas personalidades
onde justiça e humanidade são factores primordiais

A nossa felicidade mantinha-se latente
com a vinda de mais rebentos,
os netos, oriundos daqueles primeiros frutos
que nós gerámos

Maravilhosa é esta nossa existência
que a vida nos tem proporcionado
somos felizes,
nossos filhos são felizes,
nossos netos são felizes!

Hoje, meu amor, corpos mais cansados,
sem o fulgor de outrora,
mostram através das rugas, nosso viajar pela vida
recusamos, no entanto, que o cansaço se apegue à mente,
para que, resilientes,
continuemos a viver a harmonia possível,
por esta nossa já bem longa caminhada
até que o destino…

Que os nossos rostos, juntinhos,
sintam o calor do nosso amor
e as nossas mãos se unam
nos momentos de maior carência
e…eventual dependência
para que, mutuamente, vivamos
os derradeiros instantes de…felicidade

José Carlos Moutinho
2025




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

# Tenacidade


Quantos sonhos, anseios e ilusões
desfilaram inocentemente pelos claustros do tempo…
quantas brumas ofuscaram os pensamentos
nascidos da emoção e da crença do sentir...
 
Muitos desses anseios submergiram
num mar repleto de dificuldades
nem as mais serenas marés as salvaram
 
Todavia, e porque a resiliência
jamais deva ser palavra morta
há que enfrentar tempestades
soltar as âncoras e amarras
colocadas pelas adversidades
e navegar, navegar…
com a força de bravo marinheiro
que, com mão férrea segura o leme
e navega à bolina…
 
Assim, nessa tenacidade
enfrentando e derrubando medos
encontrará o ansiado farol
onde as ilusões se transformarão
na luz das realizações
 
A força humana é ilimitada
talvez mais do que a própria imaginação
 
É dessa força onde o ser humano
vai buscar, das suas fraquezas,
a energia que os faz heróis
vencendo o invencível
lutando sempre contra o impossível
 
José Carlos Moutinho
4/2/2025 
Portugal



terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

# 𝑨𝒇𝒐𝒓𝒊𝒔𝒎𝒐𝒔


𝑨́𝒓𝒗𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒏𝒖𝒂𝒔
𝒆𝒏𝒕𝒓𝒊𝒔𝒕𝒆𝒄𝒆𝒎 𝒂𝒔 𝒓𝒖𝒂𝒔
𝑪𝒂𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒓𝒐𝒔𝒕𝒐𝒔 𝒄𝒆𝒓𝒓𝒂𝒅𝒐𝒔
𝒕𝒆𝒏𝒕𝒂𝒎 𝒆𝒔𝒒𝒖𝒆𝒄𝒆𝒓, 𝒕𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛, 𝒔𝒆𝒖𝒔 𝒑𝒆𝒄𝒂𝒅𝒐𝒔
𝑬𝒖 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛 𝒄𝒐𝒎 𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒗𝒊𝒗𝒆𝒓
𝒅𝒆𝒔𝒆𝒋𝒐 𝒕𝒆𝒓 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒄𝒂́ 𝒑𝒆𝒓𝒎𝒂𝒏𝒆𝒄𝒆𝒓
𝑬 𝒔𝒆 𝒏𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒄𝒂𝒃𝒂𝒔𝒔𝒆 𝒂 𝒈𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂,
𝒐𝒃𝒗𝒊𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓 𝒔𝒆 𝒗𝒊𝒗𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒂𝒒𝒖𝒊 𝒏𝒂 𝒕𝒆𝒓𝒓𝒂
𝑸𝒖𝒆 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒓 𝒑𝒆𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒂 𝒅𝒆𝒔𝒖𝒎𝒂𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆?
𝑺𝒆𝒊 𝒍𝒂́, 𝒒𝒖𝒊𝒄̧𝒂́, 𝒊𝒏𝒗𝒆𝒏𝒕𝒂𝒓-𝒔𝒆 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒂 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆

𝑱𝒐𝒔𝒆́ 𝑪𝒂𝒓𝒍𝒐𝒔 𝑴𝒐𝒖𝒕𝒊𝒏𝒉𝒐
18/2/2025
Portugal

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

# 𝑶 𝑴𝑬𝑼 𝑪𝑶𝑴𝑷𝑼𝑻𝑨𝑫𝑶𝑹


Sentado de frente do computador
olho-o como quem olha um amigo
meu confidente de tristezas e amor
com ele jamais eu me sinto perdido

Trocamos ideias ou palavras à toa
assim numa conversa displicente
vamos falando de coisa má ou boa
quando concordamos, fico silente

Neste meu PC, como é designado
escrevo ficção por vezes realidade
não sou, claro, um escritor afamado
porém, ofereço-lhe minha verdade
 

E agora aqui me fico contemplando
estas singelas quadras, de improviso
para quem as desejar ler, gostando
ou não, deixo um obrigado e sorriso 

José Carlos Moutinho
17/2/2025




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

#Para os namorados deste Dia (e dos outros)

Mas afinal que dia é este
pergunto-me sem ter resposta
será que ando meio a leste
ou será este dia coisa imposta?

Cá para mim isto é comércio
são flores praqui, jantares prali
mas eu que não me acho néscio
decidi mesmo ficar por aqui
 
Talvez porque vivi um tempo
em que nem havia este dia
porque a vida era um lamento
que nem se conta em poesia
 
Mas tudo bem, namoradeiros
portem-se bem e não só hoje
nos outros dias, caros parceiros
que vossa paixão não se despoje
 
Então comemorem com alegria
e que a felicidade seja eterna
a todos vós ofereço esta poesia
e…não façam nenhuma baderna
 
José Carlos Moutinho
 
14/2/2025

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

#Cais da Alma

 Em 2011, lancei o meu primeiro livro e de poesia, Cais da Alma.
A minha satisfação quando o encontro (3) nas prateleiras da Bertrand no Mar Shoping.
Uns dias depois passei por lá e não havia mais nenhum...
Esta foto foi tirada, apressadamente e de pouca vontade pelo funcionário da livraria, receando a chefe....
Boa recordação...o meu primeiro livro, que teve um sucesso inesquecível.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

# Porque falo de TEIAS DA VIDA

Gosto de escrever sim senhor
também de ver o livro nascer
haverá em mim certo pendor
são coisas que me dão prazer
 
Com este meu último menino
a que dei nome TEIAS DA VIDA
o meu mais recente peregrino
pregará minha emoção sentida
 
Assim com esta recente obra
São 16 onde feitos com amor
paixão em cada um se renova
porque escrevo, sou sonhador
 
São contos, crónicas, poemas
numa simbiose real e ficção
total sensibilidade de temas
frutos da minha árvore paixão
 
José Carlos Moutinho
11/2/2025



 

EVENTO | "Teias da Vida" |José Carlos Moutinho (Oradores da apresentação)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

# 𝑸𝒖𝒂𝒅𝒓𝒂𝒔 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝒑𝒐𝒆𝒔𝒊𝒂


𝑸𝒖𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒆𝒖 𝒂𝒈𝒂𝒓𝒓𝒂𝒓 𝒐 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆 𝒎𝒊𝒎 𝒔𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒔𝒐𝒍𝒕𝒂𝒓 𝒑𝒐𝒓𝒆́𝒎, 𝒂𝒄𝒐𝒓𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒍𝒎𝒐 𝒆 𝒓𝒊𝒔𝒐𝒏𝒉𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒗𝒂 𝒅𝒆 𝒔𝒊𝒎𝒑𝒍𝒆𝒔 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒂𝒓 𝑸𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒆𝒖 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒐 𝒂𝒄𝒐𝒓𝒅𝒂𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒓 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒊𝒍𝒖𝒔𝒂̃𝒐 𝒎𝒂𝒔 𝒔𝒆 𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒐 𝒇𝒐𝒓 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 𝒆𝒏𝒕𝒂̃𝒐 𝒔𝒊𝒎, 𝒏𝒂𝒔𝒄𝒆 𝒇𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒆𝒎𝒐𝒄̧𝒂̃𝒐 𝑬 𝒄𝒐𝒎 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒂𝒅𝒓𝒂𝒔 𝒔𝒊𝒏𝒈𝒆𝒍𝒂𝒔 𝒇𝒆𝒊𝒕𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎 𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒅𝒊𝒔𝒑𝒍𝒊𝒄𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒊𝒄𝒂𝒎 𝒂̀𝒔 𝒋𝒂𝒏𝒆𝒍𝒂𝒔 𝒗𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂 𝒆 𝒔𝒖𝒂 𝒂𝒑𝒂𝒓𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝑱𝒐𝒔𝒆́ 𝑪𝒂𝒓𝒍𝒐𝒔 𝑴𝒐𝒖𝒕𝒊𝒏𝒉𝒐 6/2/2025

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

#Coisas do silêncio


Porque será que este silêncio
que me rodeia
nada me diz?

Ele que faz parte de mim
nos momentos
em que me entrego à imaginação
das coisas que me faz pensar ser poesia…

Talvez o silêncio do silêncio
seja a razão da minha inspiração
e que sem ele, nada acontecesse…

Sei lá eu, dos mistérios do tempo
e das vontades acontecidas
oriundas das ideias
que se plasmam nas dóceis palavras!?

Admito que me sinto bem
apesar deste som calado
que me abraça e me envolve por inteiro
numa amizade intemporal!

Todavia, este meu amigo silente
é, por vezes, perturbado pelo som
produzido pelos meus dedos
sobre as alvas letras,
acomodadas no negro teclado

E…neste silêncio que é só meu
construí estas singelas estrofes,
perfumadas por esta paz
tão solitária, mas que é só minha

José Carlos Moutinho
19/1/2025
Portugal

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

# Como poderei esquecer

 

Sim...
Confesso que no meu peito
há uma inquietude que se aconchega
na saudade daquele outro tempo...
tempo ainda tão curto na minha existência!
 
Agora, na serenidade dos meus pensamentos
recordo o sol que me aqueceu a alma
e as ilusões que me faziam apaixonado,
lembro nostalgicamente as acácias vermelhas
que floriam as ruas e caminhos do meu sonhar,
sinto falta do mar que me acolhia e abraçava
e... jamais esqueço o cheiro de terra molhada
que se entranhou na minha essência...
 
Como poderei eu esquecer os amores
que me tomavam por inteiro
e me faziam sonhar,
sonhos irrealizados...
melancolicamente platónicos!

Sim...
De repente apeteceu-me recordar
os velhos e bons amigos das farras das garagens
e a solidariedade que ainda não era palavra vazia...

E… a inquietude do meu peito vai acalmando
ao fixar a imagem
do meu rosto adolescente,
como se pudesse voltar ao outro tempo.

José Carlos Moutinho
Portugal

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

#Pelo menos


Gostaria de fazer de todas as palavras um mundo melhor,
onde os versos fossem harmonia
as metáforas, brisas de felicidade
as estrofes, marés de amizade
as rimas, rios de amor
e dos poemas, um mar profundo e revolto
onde a hipocrisia
o ódio
a mentira
a desumanidade
a guerra
o atropelo
a indignidade
e a falta de carácter se afogassem
impiedosamente

Mas como será muito difícil conseguir
pelos menos que os ventos soprem serenamente
e os luares iluminem a humanidade
os sóis aqueçam a frieza de algumas almas
e que a paz seja uma realidade
 
José Carlos Moutinho 
30/1/2025

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

#Trago comigo um relógio


 
Trago comigo um relógio
sem ponteiros, sem segundos e sem minutos e horas
mas sinto o seu tic tac
em cada suspiro dos meus dias
 
Por vezes, esse batimento sincopado é mais rápido
outras, pulsa tão suave que quase esmorece
 
E se quiserem saber
digo-vos que este relógio é tão antigo como eu
devo mesmo acrescentar
de que ele começou a bater
mal vi a luz desta minha vida
 
Desde então, tem sido um companheiro fantástico
sempre presente
jamais faltou um minuto sequer
durante estes longos anos do meu existir
 
Tenho a certeza…
de que este excelente regulador do meu tempo
só me abandonará
naquela hora em que eu deixarei
as caminhadas da vida,
ao partir para a viagem da eventual eternidade
 
Aí sim, este meu querido e excelso marcador dos minutos,
parará, também, definitivamente
 
Até lá, reloginho da minha vida e encanto meu
aceita o meu abraço de gratidão!
 
José Carlos Moutinho 

29/1/2025

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

#Teias da vida

 O sonho comanda a vida (disse o poeta)

Então que dizer de quem nunca sonhou vir a ter 16 livros publicados. Milagre? Não! Direi que tem sido muita teimosia, numa resiliência brava e, talvez, obessiva compulsão para a escrita.
Sou famoso? Não! Também não tenho essa pretensão, mas sou, com toda a certeza, muito feliz pelos resultados que tenho tido e que devo, inquestionavelmente, aos meus leitores/amigos.
OBRIGADO!
Eis a TEIAS DA VIDA, Contos, Crónicas e Poemas.



domingo, 19 de janeiro de 2025

# Coisas do silêncio

Porque será que este silêncio
que me rodeia 
nada me diz?
 
Ele que faz parte de mim
nos momentos
em que me entrego à imaginação
das coisas que me faz pensar ser poesia…

Talvez o silêncio do silêncio
seja a razão da minha inspiração
e que sem ele, nada acontecesse

Sei lá eu, dos mistérios do tempo
e das vontades acontecidas
oriundas das ideias
que se plasmam nas dóceis palavras!? 

Admito que me sinto bem 
apesar deste som calado
que me abraça e me envolve por inteiro
numa amizade intemporal!
 
Todavia, este meu amigo silente
é, por vezes, perturbado pelo som
produzido pelos meus dedos
sobre as alvas letras,
acomodadas no negro teclado

E…neste silêncio que é só meu
construí estas singelas estrofes,
perfumadas por esta paz
tão solitária, mas que é só minha 

José Carlos Moutinho

19/1/2025



Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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