segunda-feira, 15 de junho de 2026

#ENLEVO

 ENLEVO
José Carlos Moutinho
Portugal
2026
 
Aqui me encontro...
e, entre mim e o pensamento,
desliza um rio de emoções caladas,
em cujas águas navegam saudades
de um tempo antigo e vivido,
plasmado em velhas memórias.
 
Na ternura do murmurar da corrente,
ecoa um leve suspiro de paixão,
que, no regaço do sentimento,
desperta cálido, qual abraço de amor.
 
Percebo, contudo,
que as águas, no seu viajar sereno,
de mim se esquecem e me ignoram,
como se eu fora parte das margens.
 
E aqui permaneço,
sentado na pedra — farol outrora encantado —,
a ver correr o caudal alheio,
tão exterior ao meu rio de sentimentos.
 
Neste enlevo,
não dou pela vinda da noite,
que, sorrateira como a ilusão,
me estende um manto escuro...
acaso de desilusão?
pois tudo quanto vivi e senti, 
não passou de um sonho acordado.



sexta-feira, 12 de junho de 2026

#EM JEITO DE REFLEXÃO

Porque gritam assim aquelas pedras do caminho
Será porque as vozes calam perante a mentira?
Águas turvas da hipocrisia filtradas pelo moinho
Escorrem pelos sulcos da humildade que suspira
 
José Carlos Moutinho 
12/6/2026


quarta-feira, 10 de junho de 2026

#A LUIS DE CAMÕES


No dez de junho nasce o nosso Camões,
senhor maior da nossa literatura;
notável na escrita e nas ações,
deixou na poesia a sua altura.
 
Ergueu a luminosa Epopeia
dos portugueses pelo mundo fundo;
foi nobre e soldado de alta ideia,
boémio e pobre, errante pelo mundo.
 
Luís Vaz de Camões, grande patriota,
que fez da escrita a sua firme arma,
da língua a força viva que não desarma.
 
Com Os Lusíadas traçou a rota
da grandeza imortal da nossa Pátria,
e a beleza sem par da língua Mátria.
 
José Carlos Moutinho
10/6/2026






segunda-feira, 8 de junho de 2026

 

EFÉMERA ESPUMA DO PODER
José Carlos Moutinho
Portugal 
7.6.2026
 
Acompanhado pelo silêncio
do pensamento,
caminhava pela vereda da vida.
 
Cruzava-se com pessoas alegres,
outras entristecidas;
algumas cabisbaixas -
sabe Deus em que pensavam.
 
Havia ainda aquelas
que olhavam com ar crítico,
sorrindo,
cujos sorrisos
lembravam mais esgares:
talvez de revolta,
inquietude,
ou sabe-se lá o que ia
na mente daquela gente.
 
Ele continuava a caminhar,
deixando-se embriagar
por uma análise
dedicada ao comportamento daqueles seres.
E pensava: quão diferente
é o ser humano
como figura individual,
e até a humanidade
na sua plenitude.
 
Veio-lhe à mente
a existência da convulsão
nascida da maldade
neste nosso mundo;
lembrou-se
da estupidez da guerra,
produzida por mentes doentias,
movidas pela cega prepotência
de quem se crê senhor
deste mundo
que é de todos nós,
e que tanto anseiam pelo poder
como se este fosse eterno.
 
Tristes energúmenos,
que, se tivessem a capacidade
do discernimento,
saberiam que o seu poder
é tão efémero
como a onda mais rebelde
que se desfaz em espuma
na areia da praia.
 
Na sua caminhada de fim de tarde,
deliciava-se — pelo menos isso —
com a beleza que a natureza
lhe oferecia ao longo das margens
daquele caminho,
sentindo-se feliz
por pertencer ao reduto da gente de bem,
felizmente a maioria neste planeta
onde tantos alienados
o vão destruindo,
superando a crueldade 
dos mais ferozes animais selvagens.



segunda-feira, 25 de maio de 2026

#VIVA ÁFRICA


25 de Maio - DIA DE ÁFRICA

VIVA ÁFRICA
José Carlos Moutinho
25/5/2026
Portugal

Deixo as minhas singelas letras,
homenageando este continente
em África, políticas parecem tretas
pois o povo não tem o suficiente

É de riqueza maior e incalculável
O clima é agradável e cativante
cheiros de fragrância agradável
sol maravilhoso, assaz radiante

Africa de paradoxos e contrastes
onde em tempos vivi muito feliz
depois a política trouxe desastres
cada um, decidiu fazer o que quis

Gosto de África e de suas gentes
tenho saudades de um certo país,
naquela época de libertas mentes
porque na verdade estava a raiz

Viva África, terra quente de mãe
democracia não seja palavras vã
que acabe fome e a dor também
e a paz desperte a cada manhã




#NOSTALGIA

 

NOSTALGIA
José Carlos Moutinho
Portugal
25/5/2026
 
Nostalgicamente,
seguindo pelo caminho do pensamento
contemplo o espaço que medeia
entre o longínquo ontem
e o recém-chegado presente,
encontro uma mirabolante mistura
de sons e cores
anseios e realizações
frustrações e sucessos
 
Sorrio
ou penso sorrir,
já que não domino o pensamento
que caminha livre como o vento
levando-me com ele, ancorado
 
Todavia, confesso,
que sinto um indelével prazer,
quando o meu pensamento (o tal)
me permite fazer uso
das minhas emoções,
pois, a premissa, que me é facultada
oferece-me um outro mundo,
cuja vivência feita de tantos e tantos instantes
foi um culminar de felicidade
 
Porém,
inexplicavelmente ou não,
a minha caminhada mental
chega ao fim,
não sei, sinceramente,
se por recusa do meu pensar silencioso
ou, quiçá, algum ruído alheio
me levasse ao despertar
no tempo do agora

 

domingo, 24 de maio de 2026

#SAUDADE

 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐟𝐥𝐢𝐠𝐞 𝐬𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐬𝐞𝐫𝐚́, 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳, 𝐜𝐚𝐜𝐢𝐦𝐛𝐨 𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐩𝐞𝐫𝐟𝐮𝐦𝐞 𝐝𝐞 𝐚𝐜𝐚́𝐜𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐬𝐨́ 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐒𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐞́𝐦 𝐬𝐨𝐮𝐛𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚𝐬 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐚𝐜𝐮𝐣𝐚́ 𝐩𝐞𝐜̧𝐨 𝐬𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐧𝐝𝐚, 𝐬𝐨́ 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐨𝐝𝐚𝐝𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐨𝐟𝐚́ 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐮𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝟐𝟒/𝟓/𝟐𝟎𝟐𝟔

quinta-feira, 21 de maio de 2026

#O TRILHO E A ESSÊNCIA

 O TRILHO E A ESSÊNCIA
José Carlos Moutinho
Portugal
12/5/2026
 
Corre-me nas veias um sangue antigo,
essência pura da minha longevidade;
minha mente, contudo, permanece jovem,
em perpétuos suspiros sonhadores
e asas prontas para o voo,
sem a urgência do destino.
 
Há em mim uma seiva efervescente,
força que ainda me projecta
para as nobres ousadias da vida.
 
Minhas mãos transformaram-se em armas de paz:
são o abraço que acolhe, o carinho que acalma,
e a pena com que planto no papel,
em sulcos de tinta, as minhas emoções.
 
Muito já percorri por caminhos e atalhos
que a existência me impôs,
naquele tempo em que a jovialidade
era a minha sombra mais fiel.
 
Hoje, na acalmia dos dias que se me oferecem,
consinto num passo mais lento;
pois a corrida, outrora veloz,
cedeu lugar à contemplação.
 
Relembro, com a serenidade de agora,
o horizonte das primeiras caminhadas,
com a ventura de as reviver a cada passo,
seguindo, em paz, o trilho 
que o Destino se encarregou de traçar.

 

domingo, 17 de maio de 2026

#COMO SE FOSSE POEMA

 

COMO SE FOSSE POEMA

Não...
não quero mais ouvir o som do vento,
que me cala a voz da emoção
desejo, isso sim, sentir o murmúrio da brisa
que me incentiva a viajar pelas palavras,
aquelas que me abraçam
e me levam pelos atalhos da imaginação
como um poeta sonhador
Sim...
quero ouvir o chilrear dos pássaros
que na minha janela,
me acolhem em cada madrugada
cantando-me melodias de sonhos,
como se eu fosse, também, um sonhador
a navegar pelas marés do pensamento
numa canoa emoldurada por utopias

José Carlos Moutinho
17/05/2026

terça-feira, 12 de maio de 2026

#SOMBRA DE MÁGOA

SOMBRA DE MÁGOA
José Carlos Moutinho
Portugal
11/5/2026
 
Brotam ilusões por veredas ignotas,
tantas vezes volvidas em realidades
que perturbam até quem as idealizou.
 
Vive-se, então, clara euforia,
sem que, todavia,
se consinta trilhar esse destino
em desatada velocidade.
 
Há que se deixar ir,
na mansidão da brisa,
poupando obstáculos
e sobressaltos
que precipitem a queda.
 
Não obstante essa prudência,
irrompem impasses
sob ventos de contrariedade,
que desfazem,
qual espuma,
as quimeras outrora sentidas,
lavrando, inexoravelmente,
ténue sombra de mágoa.
 
Renda-se, pois,
ao abraço da reflexão,
e que o discernir sereno
ofereça o peso de duas vias:
o adiar nas mãos do tempo ou a renúncia.
 
Neste cuidar,
e sob a acalmia dos sentimentos,
ele entregou-se ao abandono;
se de modo absoluto,
só o despertar de um novo sonho

o poderá dizer.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

#MAS...

 

MAS…
José Carlos Moutinho
Portugal
8/5/2026
 
Os caminhos outrora percorridos,
sob um sol acalentador e fecundo,
iam reduzindo a distância
que mediava o início venturoso
e o seu incógnito fim.
A brisa, bafejante e incentivadora,
fazia-se presença constante
nas obras que a inspiração, em solo fértil,
ousava divulgar e criar.
 
Contudo, como em tudo o que é vida,
também esse sol esmoreceu;
quiçá mais célere do que o imaginado.
Os caminhos tornaram-se sombrios,
sob a dúvida de uma natureza
de cariz humano — talvez.
Mas a brisa, essa fiel amiga,
numa inspiração que não perece,
permanece ainda conciliadora.
 
Mas… há sempre um, «mas».
Aquele que conduz ao desalento,
à desistência e à frustração,
quando já não é possível alhear-se
da ausência do sol e das veredas
antes floridas e ridentes;
nem dos abraços imensos, colhidos
mesmo em tempos de vendaval.
Pois a vontade — essa força que anima e projecta
o pensamento e a mão para o plantio —
vai-se tornando cansada,
não pelo ofício, mas pela desilusão
de ver a procura escassear e o brilho apagar-se.
 
A obra perderá, então, a sua ousadia
ao procurar outras mãos que já não a buscam,
que já não a acarinham como outrora;
entregar-se-á ao silêncio plasmado no papel.
Pois o autor, esse obstinado e teimoso,
jamais deixará de libertar a sua alma
naquilo que tanto prazer lhe confere:
Escrever… escrever…
Até que a mão se fatigue por falta de eco 
e o tempo cesse de o acompanhar.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

#SERIAM ABRAÇOS OU ANSEIOS

 SERIAM ABRAÇOS OU ANSEIOS
José Carlos Moutinho
Portugal
 
Seriam ventos ou suspiros
que naqueles tempos sopravam
ou talvez fossem simples brisas e anseios
que chegavam nos braços do sol
                                                                                                                                              
Sei, porém, que os sorrisos se soltavam
airosos e ligeiros como nuvens
pelos lábios daquela gente
 
lembro-me, também, dos abraços
que se apertavam cálidos e sinceros
como as verdades quando contraídas
perante as mentiras
 
Corriam soltas as palavras
de alegria e paixão
pelas searas dos encantamentos
na ânsia de uma colheita de amor
 
Havia, claramente, mágoas
que teimosamente
insistiam em contrariar a felicidade
mas que, a Primavera da vida,
facilmente iluminava
 
Então, seriam ventos ou brisas
anseios ou abraços
paixões ou amores…
direi eu,
acomodado no longe
daquele meu viver,
que, certamente, seria um pouquinho
de cada uma daquelas emoções 

2026

terça-feira, 5 de maio de 2026

# Versos de saudade

Porque razão teima a saudade
neste meu nostalgico caminhar
se aquela brisa da minha idade
já se ausentou sem me animar

Sossega nostalgia, cala o tempo
deixa-me quieto neste recordar
sem choro nem sequer lamento
porque a vida tem de continuar

José Carlos Moutinho
5/5/2026

domingo, 3 de maio de 2026

#MÃE

 MÃE
José Carlos Moutinho
Portugal
3/5/2026
 
Hoje, é dia da mãe
É um dia tão especial
como especial é esse ser de enorme importância
 
Mãe é amor,
nos braços sempre prontos a oferecer carinho
Mãe é a força da vida
que transmite aos seus filhos
é dor no parto
e alegria no nascimento da sua cria
Mãe é aleitamento de felicidade
 
Que posso eu dizer mais sobre a mãe
se ela representa o que de melhor existe no mundo
que é a força e a base da humanidade
é maternidade
sorriso no sofrimento
e choro na alegria de dar à luz
 
Mãe, ser maravilhoso, iluminado
que ama, a quem por vezes a magoa
perdoa, quando outros incriminam
Mãe é bondade sem fim
é o beijo doce e carinhoso,
sempre pronto a oferecer
às mais belas flores do seu jardim:
seus filhos
 
Falar de Mãe,
faz-me sentir uma emoção profunda
lembrando-me da minha querida
e saudosa mãe,
que pela lei da vida,
há muitos anos
se ausentou de mim,
deixando-me mais pobre
pela perda do seu constante amor
beijinho enorme, minha querida mãe
 
Mãe…que palavra tão pequena
de uma grandiosidade ímpar…
 
Beijinho grande a todas as boas mães do Universo!



terça-feira, 21 de abril de 2026

#SILENCIOSAMENTE

 

SILENCIOSAMENTE
José Carlos Moutinho
Portugal
1/4/2026
 
Medito no recolhimento do meu pensamento,
enquanto a brisa me murmura palavras
de tal ordem serenas
que parecem calar o próprio marulhar das ondas,
suspensas no silêncio da maresia.
 
Deixo o olhar perder-se no reflexo do sol
sobre o manto azulado do mar,
sentindo-me como um vagabundo feliz
que nada mais pede ao horizonte.
 
Os meus anseios inquietos de outrora
regressam a mim nesta acalmia,
em jeito de voo provocador.
 
Todavia, a tranquilidade que agora me habita
limita-se a sorrir;
ignora, serena, a agitação das asas daquela ave
que tenta perturbar o meu momento.
 
A paz — esse fenómeno que parece cair em desuso
neste mundo de hipocrisias e vaidades
abraça-me
com o mesmo silêncio
que antes absorveu os meus sentidos.
 
Pela calçada, em frente ao paraíso onde me encontro,
passa a multidão.
Vejo vultos, desconheço rostos.
Não os ignoro por arrogância,
mas porque, nestes instantes,
sinto-me devidamente aconchegado num mundo só meu. 
Ali, sou o único ser que, silenciosamente, colhe e vive a felicidade.

domingo, 19 de abril de 2026

#VERSOS REPENTINOS

 

VERSOS REPENTINOS
José Carlos Moutinho
Portugal
19/4/2026

Não eram rosas, tampouco cardos,
sequer seriam cravos ou até anseios
talvez fossem, isso sim, tempos pardos
plantados nos campos dos receios

Mas o tempo insistia em deixar-se levar
desiludido nos braços da desesperança
porque jamais conhecera forma de amar,
caminhava devagar, buscando bonança
 
E foi assim, neste constante desatinar
que sobreviveu a violentos temporais
viajando por aqui e por ali, sem parar 
sonhando que a vida lhe desse mais

quarta-feira, 15 de abril de 2026

#EM JEITO DE PENSAMENTO

Deixei de lado o meu orgulho,
para deixar passar a tempestade
no silêncio do meu sentir, mergulho
nas serenas águas da neutralidade

José Carlos Moutinho
15/4/2026

segunda-feira, 13 de abril de 2026

#SIMPLES PASSAGEM

 

SIMPLES PASSAGEM
José Carlos Moutinho
Portugal
 
Voavam-me sonhos,
pelo silêncio dos dias nostálgicos,
tais folhas matizadas de memórias,

Por vezes, ouviam-se suspiros
que eu desconhecia se seriam de saudade
ou cinzenta melancolia

Havia, ainda, aqueles suaves murmúrios
de brisas cansadas
empurradas pela inquietude do vento
como se houvesse intenção de calar…

…Calar as emoções sustidas pelo tempo,
quando, certamente, alguma mágoa
tenha ficado plasmada
em algum sentimento perturbado...

...por alguma paixão perdida e desatinada
que o tempo ainda não ausentou
daqueles corações mais sensíveis

Passavam nuvens, como plumas
em movimentos de extrema elegância
talvez, desejando lembrar
que a vida é...
simples passagem
 

24/2/2026

segunda-feira, 6 de abril de 2026

#PAVOROSO FILME DA VIDA

 

PAVOROSO FILME DA VIDA
José Carlos Moutinho
Portugal
6/4/2026
 
Já nada sei do que falam
nem dos sentimentos
tampouco sei se a sinceridade existe
em tanta gente
que por este mundo vocifera
e prolifera como erva daninha
nesta grande seara da vida

As colheitas da verdade perdem-se
pela força da hipocrisia e da mentira

Até as flores, antes perfumadas
deixaram de exalar a fragrância da sensibilidade
por terem sido submetidas
aos vendavais da falsidade

Nada sei, sinceramente,
onde encontrar o remanso da paz
se o momento
é de constante ribombar vozes de loucos
a arrotarem poder e maldade

Mas sei...
e muito convictamente,
de que a humanidade está perdida...
...talvez, essa perdição já venha de longe,
porém, nunca foi tão sentida,
com tanta acuidade
como agora, nestes últimos tempos,
Ou talvez seja somente
uma miragem surreal,

de um pavoroso filme da vida…


quinta-feira, 2 de abril de 2026

#MEDITAÇÃO

Meditação

Medito na acalmia do pensamento,
enquanto em meu redor
voam airosas utopias
sinto o perfume inebriante do mar
que me faz pensar navegador de sonhos,
e sulcar marés ensolaradas de imaginações
até que algum porto seguro
me acolha nos seus braços de luz
e me desperte pelo beijo da paz

José Carlos Moutinho
2/4/2026

Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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