terça-feira, 27 de janeiro de 2026

#AS MINHAS PALAVRAS

AS MINHAS PALAVRAS
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
 
Sou grato às palavras
que me permitem adocicar o papel
com as minhas emoções
ou simples pensamentos
 
Sou grato às palavras
sem as quais teria imensa dificuldade
em transmitir, pelo advir, meus sentimentos
 
Sou grato às palavras
que me permitem usá-las a meu bel prazer
sem que, jamais, se revoltassem
 
Sou grato às palavras
que um dia, me impulsionaram
e me incentivaram a escrever
 
Sou grato às palavras
que, generosamente, me fizeram pensar
poder vir a ser poeta ou prosador
 
Sou grato às palavras
que me deram a possibilidade
de as acarinhar, com paixão,
plasmando-as nas páginas dos meus livros
 
Serei eternamente grato às palavras
que, diariamente, me têm acompanhado
ao longo de tantos anos
e me têm oferecido algumas glórias
 
Às palavras, minhas parceiras de sempre 
ofereço-lhe a minha eterna gratidão



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

#SERÁ POEMA, SERÁ NADA?

 SERÁ POEMA, SERÁ NADA?

O que diziam ser flores,
na verdade eram só rumores
que as brisas eram de acalmia
mas veio vento, ninguém queria
em que podemos nós acreditar
se a verdade está a acabar
o que parece já não é
a sinceridade perdeu o pé
todavia com coragem seguimos
fazendo o melhor que conseguimos
neste jogo de palavras caladas
venham poemas de estrofes rimadas
 
José Carlos Moutinho 
20/1/2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

#NÃO ESQUECI AQUELE RIO

 

NÃO ESQUECI AQUELE RIO
José Carlos Moutinho
Portugal
15/1/2026
 
Ainda não esqueci aquele rio,
sempre altivo,
que tantas vezes me acolheu no seu leito
lavando as minhas tristezas
em banho de carinho
 
Suas águas deslizavam,
serenas como nuvens,
nelas o sol reflectido
fazia-me imaginar o improvável
 
Acolhia-me uma nascente de fantasias,
talvez que o meu pensamento
quisesse sentir-se, também, nascente
daquele encantado rio
 
O tempo passou, continua a passar
Inexorável, insolente por vezes,
Ignorando a nossa vontade
de caminhar mais devagarinho
pelas águas desta vida
 
Voltei àquele meu rio
que fora mar dos meus anseios;
porém, a desilusão foi maior
que a minha alegria
ao contemplar aquele meu velho companheiro
que, agora, numa tristeza profunda,
submisso, alheio à maldade humana,
constrangido sentia a dor
que as suas águas conspurcadas
lhe provocavam
 
A destruição deste mundo
pelas mãos de displicentes predadores
chegara àquele meu rio
meu querido rio 
pelo qual um dia me senti encantado!



sábado, 17 de janeiro de 2026

#MINHA PAIXÃO POR ELAS

MINHA PAIXÃO POR ELAS
José Carlos Moutinho
Portugal
11/1/2026
 
Lentas, imperturbáveis e belas,
caminham as palavras dos sentidos
que, de mãos dadas com a emoção
deixam-se envolver pelo silêncio
que delas mesmas, emana

Há naquele doce caminhar,
uma subtil e discreta pose de elegância
que, todavia, não passa despercebida
ao comum dos mortais
que, porventura, tenha a sensibilidade
de as captar e entender
 
Nota-se um jeito de provocação
quando elas tentam, amorosamente,
abraçar a fantasia que desejam
ser transmitida a quem as aprecia
 
É pela vaidade que lhes é devida
que com toda a sua propriedade
pensam merecer
que deste modo se insinuam
 
Eu, particularmente, gosto de as ver
fico, por vezes, a observá-las,
o que me leva, inexoravelmente,
a apaixonar-me por elas.

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

#SEM TÍTULO

 

SEM TÍTULO
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
 
Ainda que soprem desaforos
como marés revoltas
ou que gritem impropérios
talvez a brisa me vede os ouvidos

Mas se vendavais intempestivos
arrastarem mentiras
então, escudar-me-ei
na couraça da minha indiferença
 
Depois que as agitações se dissiparem
pelas asas das folhas do tempo
deixar-me-ei levar em contemplação
ao seu voo mágico, leve e ondulante
pelas nuvens dos anseios
 
Utopicamente visto-me de astro
iluminando todo o éter da esperança
num viajar controlado, sereno e filosófico
pelos espaços da verdade 
 
Almejarei abraçar o sol
com a força de fénix
e com a coragem que inventarei
farei com que a fome e o frio
de tantos infelizes, seja pão e manta
e que sejam acolhidos
nos braços da fraternidade.

 

domingo, 11 de janeiro de 2026

#MEU LUGAR, MEU MUNDO

 

Nas asas do vento, eu voo,
em busca do meu lugar, do meu mundo,
onde o sol beije a terra e a lua sorria…
lá, onde os sonhos se tornem realidade.
 
Meu lugar é um abraço apertado,
onde o tempo se perde e a alma se encontra.
É o cheiro da terra molhada após a chuva,
o sussurro das folhas nas altivas árvores.
 
Meu mundo é feito de risos e lágrimas,
de histórias contadas ao redor da fogueira.
 
É o calor do amor e a força da amizade,
a dança das estrelas no céu nocturno.
 
No meu lugar, as montanhas tocam o céu,
e os rios cantam canções antigas.
 
Meu mundo é vasto e infinito,
um imenso oceano de possibilidades.
 
Então, eu continuo a voar,
com as asas do vento a impulsionar-me,
em busca do meu lugar, do meu mundo,
onde a vida floresça e os sonhos se realizem
 
José Carlos Moutinho

Portugal

sábado, 10 de janeiro de 2026

#POR ONDE ANDARÃO

 

POR ONDE ANDARÃO
José Carlos Moutinho
Portugal
10/1/2026
 
Por onde andarão os meus amigos,
aqueles de quem jamais se esquecem?
Não sei, francamente, perdi-lhes o rumo
que agora é só meu

A vida com os seus desencontros
foi-nos afastando
e o tempo, inexorável e teimoso
insiste em levar alguns do nosso convívio
tornando cada vez mais difícil
o sentimento de perda
de alguém que nos era familiar
 
Sim, sei muitíssimo bem
que estamos numa idade
propensa à partida
para um além desconhecido…
 
Mas, permitam-me dizer-vos
que a saudade desses meus amigos
faz-me, tantas vezes,
deambular pelos caminhos da nostalgia
e até, imaginem, pelos becos da melancolia
como se, nesses locais
eu pudesse, assim num repente,
encontrá-los
 
Alguns, sei que se os encontrar
não será mais aqui nesta terra
que nos suporta o peso da caminhada,
mas, talvez, lá no etéreo paraíso,
se eventualmente tivermos direito a ele.
 
Gostaria de ter sido criança, adolescente mais tempo, ter conseguido travar a voracidade
dos dias e anos
para que pudesse permanecer mais tempo
(sempre o tempo)
por aqui, neste planeta martirizado pelos loucos,
mas que é o nosso berço
 
Tenho saudades dos amigos
que nunca mais vi
e dos tempos em que a amizade
era um tesouro.

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

#PODER E ARROGÂNCIA

 
PODER E ARROGÂNCIA
José Carlos Moutinho
Portugal
8/1/2026
 
Choviam trovas em seara de ilusões
quando os frutos eram esperança,
no sereno tempo faziam-se canções
com letras de sorridente lembrança

Mas os atropelos são desvairados
neste tempo que já nem é nosso
os valores parecem estar trocados
arrogâncias são autêntico alvoroço

Invade aqui, invade ali, tudo é dele
perante os olhares do estupefacto
mundo, que sente forte dor na pele
se mantem impávido a tirar retrato

Assim vamos assistindo de bancada
ao descalabro que afronta dignidade
é a lei do mais forte, coisa provada 
de nada mais vale antiga legalidade

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

#BARCA IMAGINATIVA

BARCA IMAGINATIVA
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026

Num silêncio que me arrepia a pele

vou-me levando em pensamentos,
por entre estrelas e sonhos,
navegados em galáxias de ilusões

o meu redor, continua silencioso
como se o tempo tivesse parado
e eu fosse o único
habitante deste planeta
fazendo-me esquecer este mundo desatinado
onde as mentes se confundem
numa total estupidez, arrogância e presunção

continuo a viajar nesta minha barca imaginativa
numa obsessão em recusar voltar
a este circo de bacocos do poder
porque o silêncio é balsamo
que pode curar tantos males

mas…o silêncio, é, repentinamente, quebrado
pela campainha do portão,
que, insistentemente, toca, ou grita,
obrigando-me a despertar para a realidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

#HORIZONTE

HORIZONTE
José Carlos Moutinho,
Portugal

Sinto o vento deste frio Inverno

penetrar-me os poros
e arrepiar-me a pele
que num estertor de emoção frustrada
me deixa incomodado

Vislumbro ao longe
num distanciar de olhares perdidos
uma ténue linha
onde se destaca uma cor em dois tons
a que chamam horizonte

Mas para mim, horizonte
é o meu anseio em atingir um ponto
que me leve a viajar pelo advir
como folha outonal matizada de sonhos

Esse é o meu singelo horizonte
plantado em tecidos de ilusões
e bordado pela maresia
do meu mar de fantasias

Mar que me levou a um passado
pleno de realizações
costuradas em verdade e sentimentos

Mas agora, nesta minha quietude
que é só minha e eu dela
unidos num abraço
de imaginada fraternidade
mostramos ao mundo
como se pode ser feliz
sem necessidade de ofender
ou agredir a quem, de nós,
não concordar

4/1/2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

#POEMANDO

POEMANDO
José Carlos Moutinho
Portugal

Na minha simplicidade, vou simplificando
com palavras minhas
e com a inteligência que me foi concedida…
…sobre a realidade do que somos
é como se entre mim e o meu pensamento
houvesse debate…

Confesso-me náufrago
sem rumo nem porto de destino
que sob o reflexo do sol
vou navegando quase perdido

Neste meu viajar pelo pensamento
e pelo meu mar de imaginação
encontro um mundo de desassossego
entre execráveis destroços da humanidade
que tentam o absurdo de fazer desaparecer
a dignidade humana

Estou desolado e nem o oscilar da canoa
onde sulco as águas da minha mente
me acalmam

Olho para o alto,
talvez em busca de auxílio divino
mas só vislumbro e sinto a serenidade luminosa
das estrelas
que de algum modo me aquietam.
2026

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

#Vai-te 2025

 Vai-te 2025

2025 finda e está de partida
a muitos deixará saudades
a outros, talvez, deixe ferida
certamente houve amizades

Que ele vá, e bem depressa
chega de guerras e conflitos
mas que nos deixe promessa
de que jamais haverão aflitos

Com estas 3 simples quadras
deixo-vos aquele bom abraço
que façam umas belas farras
esqueçam mágoas e cansaço

José Carlos Moutinho
31/12/2025

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

# Versos em tempo de Natal.

Sopram ventos de desencanto
aquietadas pelas doces brisas
com meus sonhos me levanto
ausentando palavras indecisas

Serão as mágoas tais vendavais

que nem o tempo as acalma
ou dores que apertam de mais
quem pensa ser coisa de alma?

José Carlos Moutinho
22/12/2025

#VERSOS LIGEIROS

Versos ligeiros,
com um abraço

Caminhemos sem pressa
pelos caminhos da vida
jamais faça uma promessa
que não deseje resolvida

A verdade é uma certeza

de que tudo correrá bem
mentira é sentir fraqueza
e não interessa a ninguém

José Carlos Moutinho
22/12/2025

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

# O FRIO DA GUERRA


O frio "queima" poros e pele
num arrepio de fraternidade
no mundo não há quem apele
à paz desta pobre humanidade

Reuniões e conversas vazias
dos líderes desta fraca Europa
total ausência nas sintonias
creio que já ninguém os topa

Enquanto Rússia goza com isto
está a Ucrânia a ser destruída
a união deve ser caso omisso
porque dignidade está perdida

Importantes são os interesses
daqueles que todos sabemos
mentiras e algumas benesses
é política mundial que vemos

Jamais quero esquecer Gaza
onde há genocídio e crueldade
de gente de alma doente, vaza 
líderes globais não têm piedade

José Carlos Moutinho

19/12/2025

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

#SEXTILHAS DE OUTONO


Desfalecidas, caídas pelo chão
múltiplas folhas da estação
deste Outono que as matizou
já viveram o seu belo momento
oferecendo-nos encantamento
só porque o Inverno não chegou
 
Assim é a caminhada pela vida
nem sempre se leva de vencida
quando obstáculos aparecem
porém, com resiliência se vence
pouco desta vida nos pertence
mas sonhar, anseios agradecem
 
As folhas da vida, belas matizadas
soltas, murchas, agora cansadas
serão simbologia da existência
que curiosamente nos desperta
para que deixemos a porta aberta
permitindo sempre a resistência

José Carlos Moutinho
 
 18/12/2025

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

#CONVERSAS SEM RESPOSTA

 

CONVERSAS SEM RESPOSTA 

Quis aquietar o meu tempo
de repente, silenciosamente
mas o tempo como lamento
respondeu não estar presente

Então virei-me para o vento
que naquele momento passava
qual a razão displicente do tempo
o vento calou não me disse nada

Resolvi socorrer-me da brisa
que serenamente me abraçava
qual seria a palavra mais precisa
a brisa doce disse estar cansada

Talvez não sejam de brincadeiras
nem o tempo, o vento nem brisa
mas podiam ter boas maneiras
pois fiquei sem resposta à pesquisa

 

José Carlos Moutinho

17/12/2025

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

# VIVA O NATAL

 VIVA O NATAL
José Carlos Moutinho
Portugal
 
Estranho mundo este em que vivemos
quando o frio corta a alma de tanta gente
aconchego dos estômagos não é privilégio de todos
o Sol não aquece os corpos de tantos
a noite e o luar são cobertor para muitos
 
Vivemos uma época de festa
que deveria ser de alegria para todos
de felicidade, pois, é Natal
nascimento do homem que veio ao mundo
trazer a lição de paz para a humanidade
porque somos irmãos
feitos da mesma massa
iguais no nascer e no morrer
mas jamais iguais no viver
e no relacionamento social
 
Enquanto muitos esbanjam, descontroladamente
outros encolhem-se nos cantos dos prédios
enrolados em cartões
tremendo, não de ansiedade pela espera de presentes
mas sim, pelo frio que lhes acutila a pele
penetrando-lhes a alma
 
Festeja-se a data com sumptuosidade
com gastos, tantas vezes, descontrolados
em absoluto contraste com a realidade
por vaidade ou presunção,
ou talvez por não se pensar
a razão desta festa
 
Natal deveria ser irmandade, empatia,
união dos povos, amor
um olhar para a pobreza
com o carinho da generosidade
 
Pelo menos, quando acontece
junta-se a família, em comezainas exageradas
no aconchego dos lares
mas nas ruas, não há festa,
nem banquetes, nem champanhe
há muita tristeza, muitos corações a chorar
 
Natal, um dia que há séculos se comemora
quantos saberão o seu significado?
 
A vida é uma correria, de salve-se quem puder
num atropelo de interesses
ausência de sentimentos
que se perdem em conflitos imbecis
e em guerras estúpidas e inúteis
 
Viva o Natal, como símbolo de paz
de amizade, fraternidade e amor
 
Natal para mim é reflexão e desconforto
 

15/12/2025

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

#NATAL, AS DIFERENÇAS

 

NATAL, AS DIFERÊNÇAS
José Carlos Moutinho
Portugal
 
Perco-me, confuso,
no turbilhão dos meus pensamentos
creio, até, que já nem tenho noção
da razão e da realidade
há uma força que tenta desligar-me
do certo e do errado
 
Talvez seja heresia
o conteúdo destas minhas palavras
mas, perante o que se me depara
a todo o momento
pelas ruas por onde passo
pelos noticiários dos média
pelas visões televisivas
encontro uma enorme discrepância
e absoluta injustiça
haver tanta abundância
e, paradoxalmente, tanta miséria
 
Contemplo a majestosidade das luzes de natal
encanto que noz faz sorrir a alma,
mas que não aquece os corpos gélidos
dos abandonados pela sorte
 
Montras repletas de bolos e outros doces
permitidos somente aos privilegiados
mas escusados aos perdidos
na encruzilhada da vida
 
É, nesta quadra, que mais me aflige
esta incrível desigualdade
entre o ter e o ser
levando-me a pensar na absurda
divisão da humanidade
onde uns podem sorrir e sentir felicidade
e outros, cada vez, mais,
nem conseguem esboçar um sorriso, 
porque têm os lábios gretados pelo frio
 
Podem até, achar-me demagogo,
aliás, quem me ler,
pode entender o que bem quiser,
não escrevo para agradar,
mas sim, para tentar libertar esta angústia
estrangulada no meu peito
 
Confesso-me um ser remediado
que se sente feliz com o pouco que tem
sem invejar o muito de tantos
mas, triste, lamentando
o nada de tanta gente
 
Culpas destas diferenças, teremos todos nós,
mas, particularmente, um estado
que ignora as situações de miséria
que não abriga quem não tem tecto
tendo, por aí, abandonadas,
centenas de construções em decadência, inúteis
quando o seu reaproveitamento seria tão benéfico
para imensa gente, que sobrevive em tremenda dificuldade
 
Olho o infortúnio que grassa nos povos do mundo,
lembro África, Ásia, América latina, enfim…
 
A soberba a arrogância e a vaidade,
Ignoram a solidariedade a dignidade o respeito
 
Mas é natal, que se repete a cada ano,
onde a “humildade” se veste de luxo
e a “grandeza” da miséria de trapos
 
Natal, época festiva de luz e escuridão,
fartura e escassez, calor e frio,
alegria e tristeza, abraços e solidão
 
É natal, irmãos, sejamos todos felizes!
 

5/12/2025

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

#Assim vão os políticos

 

Falam, falam e pouco dizem
são gritos e ofensas gratuitas
nem todas as forças resistem
tantas mentiras ditas/escritas

Políticos de trazer por casa
é o que vamos tendo por cá
bom seria se fossem de asa
e se pirassem pro lado de lá

Haja paciência para esta gente
preocupam-se com o poleiro
para eles o povo é indiferente
não sei qual é mais interesseiro

José Carlos Moutinho

9/12/2025

Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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