terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Solidão



Semicerras os olhos e vês a solidão,
Descolorida e opaca,
À sua volta o frio e a tristeza,
Mais em frente,
Vês gente de rostos crispados
Pelo frio…
Ou por falta de humanidade
Gente que corre apressada,
Porque corre tanto, esta gente?
Incrível o que se te depara,
Sentes a instabilidade do mundo,
Que te leva ainda mais à solidão,
Solta-te da voz, o grito que te alegra,
Quando estás perdido em ti,
Foges dos nadas da vida
E tentas encontrar-te,
Na brisa que te afaga
E no luar confidente,
Que te abraça, nas longas noites
Em que te libertas,
Dos medos da alma
E lutas para sair dessa tua vida solitária,
De uma solidão pungente.

J.C.Moutinho

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