Diversas

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cidade de muros





Cambaleia pela cidade,
floresta de muros
doem-lhe os pés ao pisarem as calçadas frias,
o vento agride-lhe o rosto sem cor,

Caminha em desvario
pelas estreitas e escuras ruas sem vida,
o sol escondeu-se nas mágoas
as tardes esmoreceram
nas cinzentas nuvens do amanhã,

Deambula perdido em si,
esventrando as noites caladas pelas dores,

Alvorece sentado no muro,
muro nascido na floresta desumana
a que ele se confinou.

José Carlos Moutinho

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