terça-feira, 11 de abril de 2017

Para lá da janela




Fechei-me nos meus silêncios,
guardei dentro do meu peito
as palavras vazias
sopradas por ventos em desvario...

Aquieto-me na solidão que me contempla
e penso serenamente, sentado na nostalgia...
Olho a paisagem que me espreita pela janela
e, inesperadamente, invade-me uma melancolia
da cor do tempo passado!

Olho fixamente de olhos semi-cerrados
o nada para lá da janela,
e, imagino-me cavaleiro de fantasias,
cavalgando pelas alegrias esquecidas…
agarro-as, trago-as novamente a mim
e desperto os meus silêncios
na solidão que me sorri.

José Carlos Moutinho

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