domingo, 2 de janeiro de 2011

Paixões que se vão



Acordo, estendo o meu braço
Em busca do teu corpo quente
Frio de ti,
Afastado de mim
Envolves-te nos lençóis do desamor;

Sob um manto de pensamentos,
Levo-me a pensar nos desencantos da vida,
Quando o amor e compreensão,
Deveriam fazer-se prementes
E presentes
Mas são ausentes;

Os desprazeres da vida,
Assediam-nos mais e mais;
Constantes as tempestades dos sentimentos,
Turbilhões de desentendimentos,
Conflitos generalizados,
Incrivelmente estúpidos,
Como se a vida fosse eterna;

O amor e as ilusões, são efémeras
Como se de folhas secas se tratassem,
A felicidade é cada vez mais
Uma palavra,
Sem sentido,
Que não passa disso mesmo
Uma palavra,
Sem significado real
Que passou a surreal.
A felicidade…o que é?

J.C.Moutinho

2 comentários:

  1. Olá, amigo!
    Começo de ano... um brinde à beleza e à nostalgia de sua poesia e à sua grande inspiração!...
    Bom domingo!
    Bj♥s
    Brasil°♫º
    ° ·.

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  2. Felicidade meu querido Zé é um estado gasoso, que ao condensar-se, é só de pequenas goticulas, tão estupidamente passageiras.
    Feicidade não é um estado permanente, se assim o fosse, não seria tão implacavelmente perseguida e desejada.
    Beijinhos.

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