quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deste tempo de nada




Sou o mar bravio da minha inquietude,
Enrolo-me nas ondas do desassossego,
Afundo-me nas águas tumultuosas,
Da ansiedade em mim.
Agito-me na busca da calmaria,
Que se afasta como um pesadelo
E entro na bruma do desespero.
Abraço-me ao desejo,
De encontrar a luz protectora,
Que me liberte do nada em que me sinto.
Debato-me com os pensamentos,
Perturbadores de um estar,
Perdido no âmago do meu ser.
É o caos alucinante de uma mente,
Delirante pela incerteza,
Do tempo presente,
E insegurança do futuro.
Confunde-me o bater dos segundos,
Em cada minuto, que se multiplica nas horas,
Dos dias céleres e meses que voam
Dos anos que passam, num ápice,
Deste tempo de nada.

José Carlos Moutinho

1 comentário:

  1. E assim canta o poeta:
    «Confunde-me o bater dos segundos,
    Em cada minuto, que se multiplica nas horas,
    Dos dias céleres e meses que voam
    Dos anos que passam, num ápice,
    Deste tempo de nada.»
    Na imperfeição do tempo do nada.
    Lindo.
    Bjito amigo

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