segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tardes sombrias





Penso-me, nas tardes sombrias de mim
E o cinzento dos meus anseios
Fala-me de memórias perdidas no tempo,
Faço da minha melancolia, força tenaz
Que me leva a não sucumbir
Nas incertezas do meu viver!

Folhas secas do silêncio
Esvoaçam-me em sons coloridos,
com a serenidade que me abraça
e aquieta meu desassossego!

Abro as janelas da minha alma,
Deixo voar livremente os sorrisos
Que se ocultavam no canto da nostalgia,
E eles soltam-se como mariposas
Floridas, ondulantes pelos céus!

Alvorecem-me miríades de arco-iris
Num deslumbrante luzir de auroras,
Iluminando meu coração cansado,
Despertando-me da letargia
a que meu corpo se entregara…

Sorrio à cor da natureza
Que me é oferecida
Com a caricia da vida.

José Carlos Moutinho

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