sábado, 21 de fevereiro de 2015

Desejava





Por vezes desejava tanto ser poeta,
inventar fantasias vestidas de quimeras,
voar pelos céus como se fosse cometa
e ignorar as noites infinitas das esperas...

Por que se eu fosse realmente um poeta,
faria das palavras asas matizadas e esvoaçantes
de borboletas, que colorissem a minha caneta
e florissem os poemas de sentimentos errantes…

Como não sou poeta, mas talvez um sonhador,
abraço-me aos versos que de mim são amor
e se vão libertando da minha alma ardente,
quiçá um dia, me considere um poeta convincente…

José Carlos Moutinho

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