Diversas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Quando eu for velhinho





Mesmo muito velhinho…
Não quero tua pena, mas sim o teu carinho,
se me olhares como a uma coisa velha sem valor
um dia também, serás velhinho(a) e talvez sem cor,
tive a felicidade de ter vivido uma vida plena
e tu não sabes se a terás, como eu, tão serena,
por isso eu te digo, jamais olhes para um velhinho
como se fosse nada ou um estorvo no teu caminho,
temos em nós, velhinhos um mundo de conhecimentos
recebemos do sol a alegria e do vendaval os tormentos, 
caminhamos aos tropeços pelos caminhos da tremura
mas existe em nossa alma uma longa estrada de ternura,
se eu precisar não me recuses a tua mão protectora
Serei velhinho…
Bem velhinho mas ainda não é chegada a minha hora,
fui criança, adolescente e homem,
agora de cada um, tenho um pouquinho
é o ciclo de vida, por isso te peço falando-te baixinho
jamais me deixes abandonado na esquina da tristeza
estando ao meu lado, só demonstras grande nobreza,
quando eu deixar de ser velhinho e possa ser saudade
sentirás alegria se te pensares uma pessoa de bondade,
serei velhinho…
Bem velhinho, mas ainda vivem em mim, ilusões,
ilusões de um mundo melhor, humanizado sem agressões.

A vida é vento que sopra constante, até um dia se cansar
é sol de alegria, breu da noite e luar que se irá eternizar…

E quando eu já for bem velhinho…
Um dia, de mim tudo se esfumará, serei núvem passageira
da minha terrena vida, deixarei com orgulho uma bela esteira…

José Carlos Moutinho

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