domingo, 31 de janeiro de 2016

Brumas de enganos






Silencio o meu sentir desolado
nas marés de agitadas palavras
trazidas de horizontes perdidos
e soterradas nas areias pasmadas
pelas espumas negras da presunção!

Esvoaçam maresias brumosas
por entre intenções distorcidas
que se colam às mentes perversas
e voam como abutres
em voo picado, mordendo a sensibilidade
de quem ousa ser diferente
nesse mar de enganos!

Inesperadamente…
No meu pensamento desponta o sol
que serenamente me acalma
e me faz navegar por outro mar,
onde as marés se fazem melodias
e me fazem esquecer as brumas…
…as intoleráveis brumas do preconceito…

E sorrio-me ao lembrar-me que tudo é efémero
e as marés irão morrer nas areias
embrulhadas na espuma da inglória!

E penso-me navegante privilegiado,
por velejar em mares amenos
com marés puras e cristalinas.

José Carlos Moutinho

Sem comentários:

Enviar um comentário