sábado, 2 de janeiro de 2016

Ventos ausentes




Eram tardes fechadas aos ventos
onde somente entravam suaves, as brisas
que se escondiam entre os trigais
quando o tempo se esmorecia nas horas…
Os abraços suspirados respiravam paixões
e os beijos selavam promessas!

Voavam bamboleantes as borboletas
vestidas das mais belas cores
cujas asas dançavam valsas
em ritmo extasiante de sentires…

Sobre o chão alcatifado por frenéticos desejos
arfavam os corpos em escaldantes tremores
de excitantes anseios...
E as tardes abriam-se aos desejos consumados
pela agitação das espigas
e pelo esvoaçar refrescante das borboletas,
que tocavam melodias,
sobrevoando os corpos suados
pelo calor daquela tarde,
de onde os ventos se ausentaram.

José Carlos Moutinho

1 comentário:

  1. Uma doce brisa levou-me através dos seus versos...
    Muito belo!

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