sexta-feira, 13 de maio de 2016

Olhavas da tua janela





Olhavas a rua da tua janela,
dizias que esperavas que eu passasse,
mas eu sempre achei que era balela
que mentias a quem por ti cruzasse.

Certo dia bati à tua porta e nada,
não abriste, disseste que não podias,
não acreditei pois se tu és ousada
fiquei sem entender o que querias.

Saí arreliado da tua porta
jurei que nunca mais te olharia,
mentiste com teu olhar que me sorria…

Podes chorar, nada mais me importa,
mesmo que te ajoelhes a meus pés
jamais cairei no teu engodo outra vez.

José Carlos Moutinho

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