sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sorrirei




Hoje, acordei com a alvorada
E decidi que eu mudaria!
A tudo e a todos vou sorrir,
Para o que me rodeia:
Sejam seres vivos ou não.
-Sorrirei:
Para as crianças que correm nos jardins,
Pulando de alegria inocente.
Para as flores, que me acolhem
Alegres e coloridas.
Aos pássaros que esvoaçam, chilreando.
-Sorrirei:
Para gente que não sorri,
Pessoas que correm apressadas,
Em busca do que nem sabem.
Mostrarei o meu sorriso,
Para os arrogantes que passam
Displicentes e frios.
-E sorrirei:
Para quem perdeu a humildade
E para aqueles que ofendem,
Sem respeito pelo seu igual.
Para os inimigos invisíveis,
Na esperança que eles sejam iluminados,
Pela bondade e sejam simplesmente humanos.
-Enfim, vou sorrir:
Ao sol, a nossa fonte energética;
À lua, que nos embala no romantismo;
À Mãe Natureza que tanto nos dá
E ao mundo,
Para que se torne bem mais humano,
Sorrirei…

José Carlos Moutinho



Serei eu em ti




Eu sou o teu eu,
Subtilmente entrei em ti.
Senti o teu sentir,
No palpitar do teu coração,
E o teu querer em mim.
Tentavas ignorar as tuas emoções,
Displicentemente achavas que tu, eras tu,
Mas erro teu, tu és minha,
Os teus sonhos são o meu domínio,
Se eu estou em ti.
Tudo o que pensares, será meu
Serás como algo transparente,
Que integralmente eu sei,
Jamais poderás sair de mim.
Serei teu dominador
E tu a minha rainha,
Que me comandará
Nesta contradição de eu ser tu
E tu seres eu!

José Carlos Moutinho

Amor sem fim




Escuto os sinos da igreja, como sinfonia,
Talvez a anunciarem a tua chegada,
A emoção é enorme, minha amada,
A tua presença é a minha acalmia.

Sentir o teu perfume é fascinante,
Tenho no teu sorriso o meu sol,
No teu corpo esbelto o meu farol,
Nos teus olhos, o azul alucinante.

Quisera ter-te eternamente em mim!
Ainda que o mundo se revolte,
Beijar os teus lábios de carmesim.

Gire o mundo, que nada nos importe,
Nosso amor jamais terá fim,
Ele levar-nos-á com paixão até à morte.

José Carlos Moutinho

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deste tempo de nada




Sou o mar bravio da minha inquietude,
Enrolo-me nas ondas do desassossego,
Afundo-me nas águas tumultuosas,
Da ansiedade em mim.
Agito-me na busca da calmaria,
Que se afasta como um pesadelo
E entro na bruma do desespero.
Abraço-me ao desejo,
De encontrar a luz protectora,
Que me liberte do nada em que me sinto.
Debato-me com os pensamentos,
Perturbadores de um estar,
Perdido no âmago do meu ser.
É o caos alucinante de uma mente,
Delirante pela incerteza,
Do tempo presente,
E insegurança do futuro.
Confunde-me o bater dos segundos,
Em cada minuto, que se multiplica nas horas,
Dos dias céleres e meses que voam
Dos anos que passam, num ápice,
Deste tempo de nada.

José Carlos Moutinho

quarta-feira, 6 de abril de 2011

No teu abraço o equilíbrio




Nas madrugadas vazias de ti,
Invade-me a nostalgia,
Pego na mão do vento
E voo em busca do teu sorriso,
Só ele me trará a alegria
E o sentido de viver.
É no teu beijo que encontro,
O alimento para a minha alma
E a liberdade para o meu coração.
No teu abraço o equilíbrio,
Para enfrentar os desafios temporais.
Nas ondas do teu corpo, navego
E me deito, nos instantes de solidão,
É o meu porto seguro,
Nos lapsos do tempo que se esvai.
O esvoaçar dos teus cabelos longos,
São como velas enfunadas,
Que nos levam nesta nau,
Ao ancoradouro firme,
E sublime da felicidade.

José Carlos Moutinho

Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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