quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viajamos por outros mares




Chego-me a ti,
Guiado pelo farol dos teus olhos,
Qual porto de abrigo,
Protegendo a nave do meu coração;
Sinto as amarras dos teus braços
No meu corpo, ansioso e carente
Que me transmitem a paz,
Após este navegar por mares bravios,
De desatinos e insanidades,
Cavalgando ondas desesperadas,
De entorpecidas realidades;
E só em ti, tenho o meu mundo
Único, livre e pleno de felicidade;
O gosto salgado do teu beijo,
Salpicado pelas gotas da espuma,
Que se desfaz a nossos pés,
Numa carícia, que nos arrebata!
Permitimo-nos sonhar, acordados
De olhos fechados
E viajamos por outros mares,
Que ainda iremos inventar.

José Carlos Moutinho





quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quisera um mundo mais belo




Quisera ter no meu caminho
A beleza da ilusão imaginária,
Utópica, quimérica, mas sensitiva;
Alhear-me do mundo convulsivo,
Invejoso e vil que me cerca.
Quisera encontrar a paz do meu sentir,
Sem me preocupar com olhares descrentes,
Maldizentes e ignominiosos;
Ignorar quem não pensa, mas ofendem,
Os pervertidos deste mundo com lei,
Mas sem controlo.
Gente que num simples olhar,
Nos cobiça a nossa estrela,
Porque não têm capacidade nem vontade
De serem gente, com sentimentos;
Seres insignificantes na sua condição humana
E carácter desqualificado.
Quisera ver e sentir nos meus semelhantes
A beleza da humanidade
Na sua plenitude
Quisera um mundo mais belo
Mais puro, mais verdadeiro!

José Carlos moutinho

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nós e a palmeira




Debaixo daquela palmeira
De longos braços, que me tocam o rosto
Numa serenidade,
Que me faz recordar-te
Quando me abraçavas
E roçavas o meu rosto,
Com os teus cálidos lábios
E me transformavas num vulcão,
Com o teu beijo escaldante!
Sentia o mundo girar vertiginosamente,
Quando me sussurravas palavras de amor
Profundas, devassas, eróticas e provocantes
Que me provocavam uma sensação idílica
Surreal, de um deslumbramento,
Que me toldava os pensamentos,
Perdia-me em ti!
A sombra da palmeira afaga-me e cobre-me
Como se fosse o teu corpo;
Vislumbro o oásis da minha paixão,
Nas areias escaldantes do meu desejo;
Perco-me nas dunas do meu amor,
E sonho estar em ti,
Só nós e a palmeira,
Infinitamente.

José Carlos Moutinho

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Chegarei ao fim desta viagem




Apetece-me viajar pelo tempo,
Num desencontro com o relógio;
Quero correr campos e vales,
Cruzar rios e subir montanhas,
Quero sentir a maciez das tuas mãos,
No afago do meu sonho;
Desejo sentir o teu beijo,
Na ilusão da minha alma
E ter-te em mim,
Ainda que no eclipse dos minutos;
Anseio por escutar a tua voz,
Na brisa que me toca suavemente;
E viajo ao encontro do teu olhar,
Mergulho no azul dos teus olhos,
E jamais deixarei de te olhar,
Quedo-me hipnotizado pela magia,
Da luz estelar que deles irradia;
E quando te encontrar,
Iremos mergulhar,
Nas águas cálidas da nossa paixão,
Nos rios dos nossos anseios
E voaremos depois,
Nas asas dos devaneios.
Então chegarei ao fim desta viagem.

José Carlos Moutinho


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Recebo o teu beijo




Recebo o teu beijo,
Na carícia da brisa que por ti passou;
Sinto a doçura das tuas palavras de amor,
No sussurro do vento ao passar por mim,
Que me levam ao êxtase.
As árvores agitam-se graciosamente,
Como se me quisessem abraçar por ti;
Olho o luar, que reflecte a beleza da tua alma,
Nas estrelas vejo o brilho dos teus olhos;
As aves que esvoaçam,
Como mensageiros do amor,
Cantam melodias de encantar.
São momentos de profundo romantismo
Que só tu e eu sabemos partilhar;
Tu me sentes no meu pensar
E eu te sinto no teu amar.
Dois seres que se completam
E se deixam levar nas asas das ilusões
E vibram na veemência das emoções.

José Carlos Moutinho



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vive a felicidade do amor



Calo-me no silêncio das tuas palavras,
Que me perturbam os sentidos;
Tento no teu lapso de diálogo,
Imaginar o que passará pela tua cabeça
Porque acreditas nas mentiras,
Sem te preocupares com as verdades;
Olha as pedras da calçada que me levam a ti
E elas te dirão o que me vai na alma,
Pois a minha verdade está espelhada nelas,
A minha transparência é óbvia para todos,
Menos para ti!
Talvez tenhas deixado de me amar
E vais beber nas fontes da maledicência,
O que pensas ser o melhor para ti;
Desperta desse mutismo incoerente
E solta o teu desejo de seres minha;
Liberta-te desses grilhões invisíveis,
Que te prendem à irrealidade
E vive a felicidade do amor,
Junto de mim.

José Carlos Moutinho

Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

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