Diversas

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Olho a rua da minha janela





Debruçado na minha janela
ouço as vozes dos que vão passando,
gente elegante, gente singela
com pressa que o tempo vai tomando.

Entardece no sol que esmorece,
lá em baixo a rua vai esvaziando,
vai-se o sol na noite que aparece
calam-se as gaivotas esvoaçando.

É a cidade na sua diária luta
sem tréguas, em constante disputa,
a cada dia é um novo e insano lutar…

Há que ser herói neste turbilhão
Dos fracos não reza a história, não,
Esses sequer recebem um olhar…

José Carlos Moutinho

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