quarta-feira, 9 de setembro de 2015

E escrevo afinal...





Pergunto-me por que escrevo eu,
se me perdi pelos caminhos do trabalho
e quase no final de mim, o que me deu
para abraçar a poesia e mostrar o que valho?

Nem sei se eu escrevo mal ou bem,
o que sei é que entrego às palavras
o sentir da alma e do coração também…
e as palavras gritam-me emoções caladas.

Assim, escrevo eu simples versos,
algumas vezes rimados com amor
outras de sentimentos tão diversos,
mas sempre com muita garra e ardor…

Começou por brincadeira este escrever,
que em tons de quadras foi crescendo
pelo papel branco do meu dom e querer…
Escrevo afinal, para que me possam ir lendo.

José Carlos Moutinho

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