sábado, 5 de março de 2016

Pó do tempo



Mexi nos papeis, remexi o pó,
saltaram memórias,
esconderam-se saudades,
Recuei no tempo
que vivi em outro tempo
e que este meu tempo de agora,
se me tem escusado de, com tempo,
recordar o outro tempo já vivido!

Os papeis amarelados
enroscados de emoções
repletos de bons momentos,
desnudam-se agora, no meio do pó
que o tempo inventou
e que a distância jamais olvidou!

Mexo e volto a remexer
lembranças que pensava perdidas,
mas que no meio do desalinho,
se expõem como imagens vivas
de um tempo já fenecido,
que nunca mais voltará,
só restando afinal,
as saudades
e o pó, manto protector
do tempo, que o criou.

José Carlos Moutinho

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