PAVOROSO FILME DA VIDA
José Carlos Moutinho
Portugal
6/4/2026
Já nada sei do que falam
nem dos sentimentos
tampouco sei se a sinceridade existe
em tanta gente
que por este mundo vocifera
e prolifera como erva daninha
nesta grande seara da vida
As colheitas da verdade perdem-se
pela força da hipocrisia e da mentira
Até as flores, antes perfumadas
deixaram de exalar a fragrância da sensibilidade
por terem sido submetidas
aos vendavais da falsidade
Nada sei, sinceramente,
onde encontrar o remanso da paz
se o momento
é de constante ribombar vozes de loucos
a arrotarem poder e maldade
Mas sei...
e muito convictamente,
de que a humanidade está perdida...
...talvez, essa perdição já venha de longe,
porém, nunca foi tão sentida,
com tanta acuidade
como agora, nestes últimos tempos,
Ou talvez seja somente
uma miragem surreal,
de um pavoroso filme da vida…
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