sexta-feira, 15 de abril de 2011

Chegarei ao fim desta viagem




Apetece-me viajar pelo tempo,
Num desencontro com o relógio;
Quero correr campos e vales,
Cruzar rios e subir montanhas,
Quero sentir a maciez das tuas mãos,
No afago do meu sonho;
Desejo sentir o teu beijo,
Na ilusão da minha alma
E ter-te em mim,
Ainda que no eclipse dos minutos;
Anseio por escutar a tua voz,
Na brisa que me toca suavemente;
E viajo ao encontro do teu olhar,
Mergulho no azul dos teus olhos,
E jamais deixarei de te olhar,
Quedo-me hipnotizado pela magia,
Da luz estelar que deles irradia;
E quando te encontrar,
Iremos mergulhar,
Nas águas cálidas da nossa paixão,
Nos rios dos nossos anseios
E voaremos depois,
Nas asas dos devaneios.
Então chegarei ao fim desta viagem.

José Carlos Moutinho


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Recebo o teu beijo




Recebo o teu beijo,
Na carícia da brisa que por ti passou;
Sinto a doçura das tuas palavras de amor,
No sussurro do vento ao passar por mim,
Que me levam ao êxtase.
As árvores agitam-se graciosamente,
Como se me quisessem abraçar por ti;
Olho o luar, que reflecte a beleza da tua alma,
Nas estrelas vejo o brilho dos teus olhos;
As aves que esvoaçam,
Como mensageiros do amor,
Cantam melodias de encantar.
São momentos de profundo romantismo
Que só tu e eu sabemos partilhar;
Tu me sentes no meu pensar
E eu te sinto no teu amar.
Dois seres que se completam
E se deixam levar nas asas das ilusões
E vibram na veemência das emoções.

José Carlos Moutinho



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vive a felicidade do amor



Calo-me no silêncio das tuas palavras,
Que me perturbam os sentidos;
Tento no teu lapso de diálogo,
Imaginar o que passará pela tua cabeça
Porque acreditas nas mentiras,
Sem te preocupares com as verdades;
Olha as pedras da calçada que me levam a ti
E elas te dirão o que me vai na alma,
Pois a minha verdade está espelhada nelas,
A minha transparência é óbvia para todos,
Menos para ti!
Talvez tenhas deixado de me amar
E vais beber nas fontes da maledicência,
O que pensas ser o melhor para ti;
Desperta desse mutismo incoerente
E solta o teu desejo de seres minha;
Liberta-te desses grilhões invisíveis,
Que te prendem à irrealidade
E vive a felicidade do amor,
Junto de mim.

José Carlos Moutinho

terça-feira, 12 de abril de 2011

Bouquet de rosas vermelhas




Passo pela rua das invenções,
De vidas nunca vividas,
Como se fossem ilusões.
Debruço-me sobre as flores,
Como se fosses tu,
Beijo-as nos teus lábios vermelhos,
Aspiro-lhes o perfume do teu corpo delicado,
De musa sonhada e tocada,
Pelas minhas mãos macias,
No desejo de te abraçar,
Com o ardor do meu coração
E a paixão que brota do vulcão,
Da minha alma impaciente;
Acaricio os botões dos teus seios,
E murmuro na pétala do teu ouvido,
Afago o caule do teu colo
E abraço-te num bouquet de rosas vermelhas,
De multicores sentimentos e desejos.
Solto-me na fragrância de mil sensações
De te sentir em mim.

José Carlos Moutinho

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Viagem pelas sensações




Entro no fundo dos teus olhos,
Espelho-me neles e sinto-te em mim,
No calor dos teus braços,
No respirar que me embriaga,
Do prazer que me enlouquece
E no desejo desvairado,
De emoções contidas
E ilusões inventadas;
De dois corpos que se debatem,
Numa loucura de sensações
E prazeres nunca sentidos,
Transbordantes de paixão,
Numa total perda da razão,
Em que o delírio toma conta,
Dos corpos e da mente
E se entra em total irracionalidade,
Na volúpia e luxúria inconscientes.
Após esta viagem,
De transcendentes momentos,
Os teus olhos despertam-me,
Para a realidade que não desejava.

José Carlos Moutinho

Era somente sonho




Cansado, o dia chegou ao fim,
Depois de tantas alegrias e tristezas,
Desfalecido entregou-se mos braços da noite.
Encostou a cabeça ao luar, adormeceu
E sonhou:
Que o mundo estava em festa;
Não havia miséria, nem fome;
Que as crianças viviam felizes
E cantavam alegres.
Toda a gente confraternizava
Em paz, harmonia e igualdade humana.
Sonhava:
Que não haviam diferenças sociais,
Os povos não tinham cor, nem credos.
Todos lutavam pelo mesmo ideal:
Viver pacífica e salutarmente…
E continuava no seu longo sonho:
Que tinham acabado as guerras;
Que até a Terra, tinha deixado de tremer,
Não haviam mais terramotos,
Nem sequer furações,
Tsunamis, impensável!
Era o deslumbramento,
As aves que chilreavam,
Num cantarolar melódico,
Qual sinfonia de paz.
E o luar deixava que o dia sonhasse…
Não tentou sequer,
Lembrar-lhe que aquilo era um sonho;
Porque o dia estava feliz, naqueles pensamentos!
Mas a noite, deu lugar à alvorada
E o dia acordou.
Começou novamente a sua luta diária
E estava tudo como antes.
Triste e bem desperto,
Viu a realidade:
Não passara de sonho!

José Carlos Moutinho

Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas

Ver esta publicação no Instagram

Live Planeta Azul Editora

Uma publicação partilhada por Planeta Azul Editora (@planetazuleditora) a