Soubesse eu escrever poemas,
faria um que mostrasse ao mundo,
como acabar com tantos dilemas
tão rapidamente como um segundo
Como não sei escrever essa coisa
fico-me por aqui em imaginações
enquanto escrevo na negra lousa
estrofes das minhas inquietações
José Carlos Moutinho
18/2/2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
# 𝐕𝐞𝐫𝐬𝐞𝐣𝐚𝐧𝐝𝐨...𝐨𝐮 𝐧𝐚̃𝐨
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
#QUE AS PALAVRAS SE REVOLTEM
QUE AS PALAVRAS SE REVOLTEM
José Carlos Moutinho
Portugal
Deixa que as palavras se revoltem
por instantes,
sabes que, de repente,
assim como quem nada quer,
consegues controlá-las
a teu bel prazer
Quando as palavras ousam alterar
o seu comportamento,
é porque desatinaram
com o uso que lhes dás
Tenta mudar o teu estilo
ou modo de as usares
e verás, assim, num repente,
como quem tudo quer,
que elas obedecer-te-ão
docilmente
As palavras, são ternura
há nelas todo um mundo
de fantasia e carinho…
sabemos, claro, que, também,
poderão tornar-se violentas
mas como já te disse
serás tu, sempre,
o culpado das suas atitudes
13/2/2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
#AH, COMO ERA BOM
José Carlos Moutinho
Portugal
18/1/2026
Ah, como era bom aquele tempo
de pensamentos vadios e irreverentes
que pelas nossas cabeças adolescentes
voavam como gaivotas em desatino
Claro que tudo passa nesta vida
que só o tempo controla
e que nos deixa reféns da sua vontade
Mas nós, seres resilientes,
temos obrigação
de lutar contra o esquecimento
renovando a cada instante
os flashes da nossa memória
Deixar que o esquecimento nos domine
é perder uma batalha
à partida já perdida
denotando uma fraqueza
que jamais deverá existir
enquanto nosso coração bater
e a mente estiver bem viva…
Portanto, viva a vida
viva a lembrança do passado
e nunca deixemos de sorrir ao futuro…
Futuro que, veloz, se aproxima
e que, a cada ano que por nós passa,
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
#Tu....ah, poeta desatinado
e até conhecedor da poesia,
deixa de te armar em pateta
a poesia é jardim de utopia
Sei daqueles nobres poetas
que calam o saber, na escrita
não procuram glória e metas
mas sim a estrofe bem catita
Com humildade não te iludas
porque poesia é simplicidade
de falsos elogios não te cubras
em ti descobrirás a qualidade
José Carlos Moutinho
4/2/2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
#PLENITUDE DE UM POEMA
PLENITUDE DE UM POEMA
José Carlos Moutinho
Portugal
21/1/2026
Não encontro as palavras,
que imaginava estarem comigo,
ausentaram-se do poema,
que desejava colher no jardim da inspiração
Agora, um pouco cansado
pelo peso do tempo, e das frágeis escritas
contemplo o oásis dos meus sonhos
somente vislumbro miragens
nos desertos das minhas emoções
Na espectativa de um advir gracioso
aguardo, numa serenidade inquieta,
que o meu encontro com novas palavras,
se realize na plenitude de um poema
que transcenda o meu sentir
Mas se, por acaso, nada acontecer
fico-me no silêncio do meu pensamento
tentando captar estrelas inspiradoras
e se mesmo assim, não obter o que desejo
resta resignar-me à minha frustração.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
#ASSIM...
ao outro tempo que foi só meu
mas o tempo não é um trespasse
em que se adquire o que se viveu
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
#AS MINHAS PALAVRAS
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
Sou grato às palavras
que me permitem adocicar o papel
com as minhas emoções
ou simples pensamentos
Sou grato às palavras
sem as quais teria imensa dificuldade
em transmitir, pelo advir, meus sentimentos
Sou grato às palavras
que me permitem usá-las a meu bel prazer
sem que, jamais, se revoltassem
Sou grato às palavras
que um dia, me impulsionaram
e me incentivaram a escrever
Sou grato às palavras
que, generosamente, me fizeram pensar
poder vir a ser poeta ou prosador
Sou grato às palavras
que me deram a possibilidade
de as acarinhar, com paixão,
plasmando-as nas páginas dos meus livros
Serei eternamente grato às palavras
que, diariamente, me têm acompanhado
ao longo de tantos anos
e me têm oferecido algumas glórias
Às palavras, minhas parceiras de sempre
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
#SERÁ POEMA, SERÁ NADA?
O que diziam ser flores,
na verdade eram só rumores
que as brisas eram de acalmia
mas veio vento, ninguém queria
em que podemos nós acreditar
se a verdade está a acabar
o que parece já não é
a sinceridade perdeu o pé
todavia com coragem seguimos
fazendo o melhor que conseguimos
neste jogo de palavras caladas
venham poemas de estrofes rimadas
José Carlos Moutinho
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
#NÃO ESQUECI AQUELE RIO
NÃO ESQUECI AQUELE RIO
José Carlos Moutinho
Portugal
15/1/2026
Ainda não esqueci aquele rio,
sempre altivo,
que tantas vezes me acolheu no seu leito
lavando as minhas tristezas
em banho de carinho
Suas águas deslizavam,
serenas como nuvens,
nelas o sol reflectido
fazia-me imaginar o improvável
Acolhia-me uma nascente de fantasias,
talvez que o meu pensamento
quisesse sentir-se, também, nascente
daquele encantado rio
O tempo passou, continua a passar
Inexorável, insolente por vezes,
Ignorando a nossa vontade
de caminhar mais devagarinho
pelas águas desta vida
Voltei àquele meu rio
que fora mar dos meus anseios;
porém, a desilusão foi maior
que a minha alegria
ao contemplar aquele meu velho companheiro
que, agora, numa tristeza profunda,
submisso, alheio à maldade humana,
constrangido sentia a dor
que as suas águas conspurcadas
lhe provocavam
A destruição deste mundo
pelas mãos de displicentes predadores
chegara àquele meu rio
meu querido rio
sábado, 17 de janeiro de 2026
#MINHA PAIXÃO POR ELAS
José Carlos Moutinho
Portugal
11/1/2026
Lentas, imperturbáveis e belas,
caminham as palavras dos sentidos
que, de mãos dadas com a emoção
deixam-se envolver pelo silêncio
que delas mesmas, emana
Há naquele doce caminhar,
uma subtil e discreta pose de elegância
que, todavia, não passa despercebida
ao comum dos mortais
que, porventura, tenha a sensibilidade
de as captar e entender
Nota-se um jeito de provocação
quando elas tentam, amorosamente,
abraçar a fantasia que desejam
ser transmitida a quem as aprecia
É pela vaidade que lhes é devida
que com toda a sua propriedade
pensam merecer
que deste modo se insinuam
Eu, particularmente, gosto de as ver
fico, por vezes, a observá-las,
o que me leva, inexoravelmente,
a apaixonar-me por elas.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
#SEM TÍTULO
SEM TÍTULO
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
Ainda que soprem desaforos
como marés revoltas
ou que gritem impropérios
talvez a brisa me vede os ouvidos
Mas se vendavais intempestivos
arrastarem mentiras
então, escudar-me-ei
na couraça da minha indiferença
Depois que as agitações se dissiparem
pelas asas das folhas do tempo
deixar-me-ei levar em contemplação
ao seu voo mágico, leve e ondulante
pelas nuvens dos anseios
Utopicamente visto-me de astro
iluminando todo o éter da esperança
num viajar controlado, sereno e filosófico
pelos espaços da verdade
Almejarei abraçar o sol
com a força de fénix
e com a coragem que inventarei
farei com que a fome e o frio
de tantos infelizes, seja pão e manta
e que sejam acolhidos
nos braços da fraternidade.
domingo, 11 de janeiro de 2026
#MEU LUGAR, MEU MUNDO
Nas asas do vento, eu voo,
em busca do meu lugar, do meu mundo,
onde o sol beije a terra e a lua sorria…
lá, onde os sonhos se tornem realidade.
Meu lugar é um abraço apertado,
onde o tempo se perde e a alma se encontra.
É o cheiro da terra molhada após a chuva,
o sussurro das folhas nas altivas árvores.
Meu mundo é feito de risos e lágrimas,
de histórias contadas ao redor da fogueira.
É o calor do amor e a força da amizade,
a dança das estrelas no céu nocturno.
No meu lugar, as montanhas tocam o céu,
e os rios cantam canções antigas.
Meu mundo é vasto e infinito,
um imenso oceano de possibilidades.
Então, eu continuo a voar,
com as asas do vento a impulsionar-me,
em busca do meu lugar, do meu mundo,
onde a vida floresça e os sonhos se realizem
José Carlos Moutinho
Portugal
sábado, 10 de janeiro de 2026
#POR ONDE ANDARÃO
POR ONDE ANDARÃO
José Carlos Moutinho
Portugal
10/1/2026
Por onde andarão os meus amigos,
aqueles de quem jamais se esquecem?
Não sei, francamente, perdi-lhes o rumo
que agora é só meu
A vida com os seus desencontros
foi-nos afastando
e o tempo, inexorável e teimoso
insiste em levar alguns do nosso convívio
tornando cada vez mais difícil
o sentimento de perda
de alguém que nos era familiar
Sim, sei muitíssimo bem
que estamos numa idade
propensa à partida
para um além desconhecido…
Mas, permitam-me dizer-vos
que a saudade desses meus amigos
faz-me, tantas vezes,
deambular pelos caminhos da nostalgia
e até, imaginem, pelos becos da melancolia
como se, nesses locais
eu pudesse, assim num repente,
encontrá-los
Alguns, sei que se os encontrar
não será mais aqui nesta terra
que nos suporta o peso da caminhada,
mas, talvez, lá no etéreo paraíso,
se eventualmente tivermos direito a ele.
Gostaria de ter sido criança, adolescente mais tempo, ter conseguido travar a voracidade
dos dias e anos
para que pudesse permanecer mais tempo
(sempre o tempo)
por aqui, neste planeta martirizado pelos loucos,
mas que é o nosso berço
Tenho saudades dos amigos
que nunca mais vi
e dos tempos em que a amizade
era um tesouro.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
#PODER E ARROGÂNCIA
PODER E ARROGÂNCIA
José Carlos Moutinho
Portugal
8/1/2026
Choviam trovas em seara de ilusões
quando os frutos eram esperança,
no sereno tempo faziam-se canções
com letras de sorridente lembrança
Mas os atropelos são desvairados
neste tempo que já nem é nosso
os valores parecem estar trocados
arrogâncias são autêntico alvoroço
Invade aqui, invade ali, tudo é dele
perante os olhares do estupefacto
mundo, que sente forte dor na pele
se mantem impávido a tirar retrato
Assim vamos assistindo de bancada
ao descalabro que afronta dignidade
é a lei do mais forte, coisa provada
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
#BARCA IMAGINATIVA
José Carlos Moutinho
Portugal
6/1/2026
Num silêncio que me arrepia a pele
vou-me levando em pensamentos,
por entre estrelas e sonhos,
navegados em galáxias de ilusões
o meu redor, continua silencioso
como se o tempo tivesse parado
e eu fosse o único
habitante deste planeta
fazendo-me esquecer este mundo desatinado
onde as mentes se confundem
numa total estupidez, arrogância e presunção
continuo a viajar nesta minha barca imaginativa
numa obsessão em recusar voltar
a este circo de bacocos do poder
porque o silêncio é balsamo
que pode curar tantos males
mas…o silêncio, é, repentinamente, quebrado
pela campainha do portão,
que, insistentemente, toca, ou grita,
obrigando-me a despertar para a realidade.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
#HORIZONTE
José Carlos Moutinho,
Portugal
Sinto o vento deste frio Inverno
penetrar-me os poros
e arrepiar-me a pele
que num estertor de emoção frustrada
me deixa incomodado
Vislumbro ao longe
num distanciar de olhares perdidos
uma ténue linha
onde se destaca uma cor em dois tons
a que chamam horizonte
Mas para mim, horizonte
é o meu anseio em atingir um ponto
que me leve a viajar pelo advir
como folha outonal matizada de sonhos
Esse é o meu singelo horizonte
plantado em tecidos de ilusões
e bordado pela maresia
do meu mar de fantasias
Mar que me levou a um passado
pleno de realizações
costuradas em verdade e sentimentos
Mas agora, nesta minha quietude
que é só minha e eu dela
unidos num abraço
de imaginada fraternidade
mostramos ao mundo
como se pode ser feliz
sem necessidade de ofender
ou agredir a quem, de nós,
não concordar
4/1/2026
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
#POEMANDO
José Carlos Moutinho
Portugal
Na minha simplicidade, vou simplificando
com palavras minhas
e com a inteligência que me foi concedida…
…sobre a realidade do que somos
é como se entre mim e o meu pensamento
houvesse debate…
Confesso-me náufrago
sem rumo nem porto de destino
que sob o reflexo do sol
vou navegando quase perdido
Neste meu viajar pelo pensamento
e pelo meu mar de imaginação
encontro um mundo de desassossego
entre execráveis destroços da humanidade
que tentam o absurdo de fazer desaparecer
a dignidade humana
Estou desolado e nem o oscilar da canoa
onde sulco as águas da minha mente
me acalmam
Olho para o alto,
talvez em busca de auxílio divino
mas só vislumbro e sinto a serenidade luminosa
das estrelas
que de algum modo me aquietam.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
#Vai-te 2025
Vai-te 2025
2025 finda e está de partida
a muitos deixará saudades
a outros, talvez, deixe ferida
certamente houve amizades
Que ele vá, e bem depressa
chega de guerras e conflitos
mas que nos deixe promessa
de que jamais haverão aflitos
Com estas 3 simples quadras
deixo-vos aquele bom abraço
que façam umas belas farras
esqueçam mágoas e cansaço
José Carlos Moutinho
31/12/2025
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
# Versos em tempo de Natal.
aquietadas pelas doces brisas
com meus sonhos me levanto
ausentando palavras indecisas
Serão as mágoas tais vendavais
que nem o tempo as acalma
ou dores que apertam de mais
quem pensa ser coisa de alma?
José Carlos Moutinho
22/12/2025
#VERSOS LIGEIROS
com um abraço
Caminhemos sem pressa
pelos caminhos da vida
jamais faça uma promessa
que não deseje resolvida
A verdade é uma certeza
de que tudo correrá bem
mentira é sentir fraqueza
e não interessa a ninguém
José Carlos Moutinho
22/12/2025
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
# O FRIO DA GUERRA
num arrepio de fraternidade
no mundo não há quem apele
Reuniões e conversas vazias
dos líderes desta fraca Europa
total ausência nas sintonias
creio que já ninguém os topa
Enquanto Rússia goza com isto
está a Ucrânia a ser destruída
a união deve ser caso omisso
porque dignidade está perdida
Importantes são os interesses
daqueles que todos sabemos
mentiras e algumas benesses
é política mundial que vemos
onde há genocídio e crueldade
de gente de alma doente, vaza
José Carlos Moutinho
19/12/2025
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
#SEXTILHAS DE OUTONO
múltiplas folhas da estação
deste Outono que as matizou
já viveram o seu belo momento
oferecendo-nos encantamento
só porque o Inverno não chegou
Assim é a caminhada pela vida
nem sempre se leva de vencida
quando obstáculos aparecem
porém, com resiliência se vence
pouco desta vida nos pertence
mas sonhar, anseios agradecem
As folhas da vida, belas matizadas
soltas, murchas, agora cansadas
serão simbologia da existência
que curiosamente nos desperta
para que deixemos a porta aberta
permitindo sempre a resistência
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
#CONVERSAS SEM RESPOSTA
CONVERSAS SEM RESPOSTA
Quis aquietar o meu
tempo
de repente, silenciosamente
mas o tempo como lamento
respondeu não estar presente
Então virei-me para o vento
que naquele momento passava
qual a razão displicente do tempo
o vento calou não me disse nada
Resolvi socorrer-me da brisa
que serenamente me abraçava
qual seria a palavra mais precisa
a brisa doce disse estar cansada
Talvez não sejam de brincadeiras
nem o tempo, o vento nem brisa
mas podiam ter boas maneiras
pois fiquei sem resposta à pesquisa
José Carlos Moutinho
17/12/2025
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
# VIVA O NATAL
José Carlos Moutinho
Portugal
Estranho mundo este em que vivemos
quando o frio corta a alma de tanta gente
aconchego dos estômagos não é privilégio de todos
o Sol não aquece os corpos de tantos
a noite e o luar são cobertor para muitos
Vivemos uma época de festa
que deveria ser de alegria para todos
de felicidade, pois, é Natal
nascimento do homem que veio ao mundo
trazer a lição de paz para a humanidade
porque somos irmãos
feitos da mesma massa
iguais no nascer e no morrer
mas jamais iguais no viver
e no relacionamento social
Enquanto muitos esbanjam, descontroladamente
outros encolhem-se nos cantos dos prédios
enrolados em cartões
tremendo, não de ansiedade pela espera de presentes
mas sim, pelo frio que lhes acutila a pele
penetrando-lhes a alma
Festeja-se a data com sumptuosidade
com gastos, tantas vezes, descontrolados
em absoluto contraste com a realidade
por vaidade ou presunção,
ou talvez por não se pensar
a razão desta festa
Natal deveria ser irmandade, empatia,
união dos povos, amor
um olhar para a pobreza
com o carinho da generosidade
Pelo menos, quando acontece
junta-se a família, em comezainas exageradas
no aconchego dos lares
mas nas ruas, não há festa,
nem banquetes, nem champanhe
há muita tristeza, muitos corações a chorar
Natal, um dia que há séculos se comemora
quantos saberão o seu significado?
A vida é uma correria, de salve-se quem puder
num atropelo de interesses
ausência de sentimentos
que se perdem em conflitos imbecis
e em guerras estúpidas e inúteis
Viva o Natal, como símbolo de paz
de amizade, fraternidade e amor
Natal para mim é reflexão e desconforto
15/12/2025
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
#NATAL, AS DIFERENÇAS
NATAL, AS DIFERÊNÇAS
José Carlos Moutinho
Portugal
Perco-me, confuso,
no turbilhão dos meus pensamentos
creio, até, que já nem tenho noção
da razão e da realidade
há uma força que tenta desligar-me
do certo e do errado
Talvez seja heresia
o conteúdo destas minhas palavras
mas, perante o que se me depara
a todo o momento
pelas ruas por onde passo
pelos noticiários dos média
pelas visões televisivas
encontro uma enorme discrepância
e absoluta injustiça
haver tanta abundância
e, paradoxalmente, tanta miséria
Contemplo a majestosidade das luzes de natal
encanto que noz faz sorrir a alma,
mas que não aquece os corpos gélidos
dos abandonados pela sorte
Montras repletas de bolos e outros doces
permitidos somente aos privilegiados
mas escusados aos perdidos
na encruzilhada da vida
É, nesta quadra, que mais me aflige
esta incrível desigualdade
entre o ter e o ser
levando-me a pensar na absurda
divisão da humanidade
onde uns podem sorrir e sentir felicidade
e outros, cada vez, mais,
nem conseguem esboçar um sorriso,
porque têm os lábios gretados pelo frio
Podem até, achar-me demagogo,
aliás, quem me ler,
pode entender o que bem quiser,
não escrevo para agradar,
mas sim, para tentar libertar esta angústia
estrangulada no meu peito
Confesso-me um ser remediado
que se sente feliz com o pouco que tem
sem invejar o muito de tantos
mas, triste, lamentando
o nada de tanta gente
Culpas destas diferenças, teremos todos nós,
mas, particularmente, um estado
que ignora as situações de miséria
que não abriga quem não tem tecto
tendo, por aí, abandonadas,
centenas de construções em decadência, inúteis
quando o seu reaproveitamento seria tão benéfico
para imensa gente, que sobrevive em tremenda dificuldade
Olho o infortúnio que grassa nos povos do mundo,
lembro África, Ásia, América latina, enfim…
A soberba a arrogância e a vaidade,
Ignoram a solidariedade a dignidade o respeito
Mas é natal, que se repete a cada ano,
onde a “humildade” se veste de luxo
e a “grandeza” da miséria de trapos
Natal, época festiva de luz e escuridão,
fartura e escassez, calor e frio,
alegria e tristeza, abraços e solidão
É natal, irmãos, sejamos todos felizes!
5/12/2025
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
#Assim vão os políticos
Falam, falam e pouco dizem
são gritos e ofensas gratuitas
nem todas as forças resistem
tantas mentiras ditas/escritas
Políticos de trazer por casa
é o que vamos tendo por cá
bom seria se fossem de asa
e se pirassem pro lado de lá
Haja paciência para esta gente
preocupam-se com o poleiro
para eles o povo é indiferente
não sei qual é mais interesseiro
José Carlos Moutinho
9/12/2025
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
#VIDA É UM POEMA
A VIDA É UM POEMA
José Carlos Moutinho
Portugal
Se acaso me chamarem de poeta
o que isso vai acrescentar ao meu ego?
Certamente que muito pouco
talvez tente convencer-me de que o seja
não o sendo todavia
É, sem dúvida, muito simpático
ser-se considerado por tal honra
que somente é merecida
a quem realmente sabe escrever
Eu, que na singeleza dos minutos
vou-me entretendo no jogo com as palavras
com a ousadia de as querer dominar
mas que, tal acção se revela inútil
pois as palavras têm a força da razão
dominam o sentimento
que eu, ingenuamente, procuro transmitir-lhes
pela minha débil capacidade poética
Mas, confesso que gosto
gosto de me enganar…
porque eu, nos momentos de nostalgia
quando no silêncio do pensamento
me imagino, ainda menino
com o coração louco de emoções
e a alma a transbordar ilusões
pensar-me poeta…
e que na solidão dos meus anseios,
através dos tímidos versos
nascidos das minhas mãos
tão jovens e tão inquietas
iam surgindo estrofes,
que como nuvens passageiras
pouco depois se esfumavam
pela incerteza da qualidade,
talvez achasse ridículas
aquelas minhas juvenis estrofes
Pensando bem, e, com a minha imodéstia,
talvez até, não me saia muito mal
como poeta amador
e profundo sonhador
com consciência de que a vida é um poema!
7/12/2025
domingo, 7 de dezembro de 2025
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
#MEU RIO TEJO
MEU RIO TEJO
José Carlos Moutinho
Portugal
Tenho saudade daquele tempo
quando o rio era meu parceiro
não havia chuva, sequer vento
que contrariasse o meu roteiro
De muito longe vem aquele rio
de terras de Espanha, Granada
enfrenta obstáculos calor e frio
desliza como se fosse estrada
Em Portugal é Tejo, nasce Tajo
não é nosso, é como se fosse
neste meu parecer tão bizarro
é na sua foz que mostra posse
Ai, rio meu, de minha saudade
que um dia, me teve nos braços
por culpa da minha ingenuidade
vi-me envolvido em embaraços
Era eu tão jovem, quase menino
que se pensava grande nadador
quis o seu abençoado destino
naquele dia, não fosse perdedor
Graças ao jovem meu salvador
que se lançou às águas até mim
eu cansado, sem força de valor
quase esmorecido perto do fim
Penso que pelos dois fui salvo
graças ao jovem, também ao rio
daquelas águas eu não era alvo
e o meu salvador mostrou brio
Após tantos anos decorridos
a memória teima não esquecer
seriam instantes bem sofridos
se a sorte permitisse acontecer
30/11/2025
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Entrevista com Planeta Azul, editora de Calemas
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