segunda-feira, 26 de junho de 2017

Zanguei-me com a rosa






Passei pelo lindo jardim da vida

colhi a mais bela rosa que lá havia,

mas a rosa picou-me enraivecida

por eu não perguntar se o permitia


Zanguei-me com a rosa que arranquei,

fiquei com as mãos picadas e doridas,

prometi-lhe que não voltaria e amuei

olhando suas pétalas belas e coloridas



Combinámos que ela me daria o seu perfume

e me deixaria tirar-lhe todos os espinhos

porque a rosa era para o meu amor não ter ciúme



da camélia que eu oferecera à Alice dos beijinhos



Assim, amigos de verdade eu e a linda rosa

lá fomos contentes e felizes pelo caminho

para entregar a mais linda flor à minha Rosa

que tanto me quer e me dá imenso carinho



José Carlos Moutinho

Foi "ontem"






Sim…foi “ontem” que despertei
de um longo sono, arrastado pelo tempo
…Até “ontem”
Quando, inesperadamente,
abri os olhos,
agarrei a caneta,
deixei a minha alma voar livre,
como andorinha na Primavera
e, como milagre,
essa Primavera surgiu em mim,
através das palavras que fui pintando
com as mais belas cores,
simples, mas intensas de sentimento!
Alguém disse que eram poemas,
a mim soavam-me a gritos de liberdade,
uma liberdade que eu sentia ter estado ancorada
no meu peito, durante tantos anos,
e, “ontem”…
sim, “ontem” soltou-se
e navegou pelas folhas de papel
como se aquelas, fossem ondas do mar imenso
que havia em mim, desde a juventude;
Eu…que procurei equilibrar-me da emersão
após o naufrágio de tanto tempo,
remei como podia,
com versos rimados 
e tímidas metáforas,
e, os tais poemas ou gritos de liberdade,
fizeram-se canoas,
deixaram-se levar pelas utopias da vida,
construíram realidades!

Encontrámos o nosso Porto de Abrigo,
no “Cais da Alma”
meu primeiro livro.

José Carlos Moutinho

terça-feira, 20 de junho de 2017

Para quem me lê




Escrevo para ti...sim só para ti
que neste preciso momento, me lês
este poema que na solidão escrevi,
escurecia o dia, seriam umas dez

Eu procurava palavras no pensamento
para que não tivesses que reclamar,
por isso, com todo o meu sentimento
fiz estes versos para os poderes cantar

Sei que são simples, talvez até sem valor,
mas quando são feitos com tanto carinho
significam que foram nascidos do amor,
tal como aquele, com se faz o bom vinho

Se porventura tiveres gostado deste poema
podes dizer algo, para que eu fique a saber,
sempre fica em mim, perfume de alfazema
quando sei que há aí, quem gosta de me ler

José Carlos Moutinho

quarta-feira, 31 de maio de 2017

RUI MONIZ E ASSIM VAI ESTE MUNDO

Para la da Janela - Rui Moniz

Sou

...
Sou grito estrangulado
e palavra silenciada
sou a inquietude do gesto
e olhar viajante
sou maturidade do tempo...
jamais serei o que, os que me olham,
pensam que sou!
Sou, simplesmente eu ,
como sou...
e nem sei se gostaria de ser de outra maneira

José Carlos Moutinho

Utopias

...
Sob o escaldante sol
nasciam sombras pintadas de sorrisos
que languidamente se estendiam pelo asfalto negro,
deixavam-se pisar por pés indiferentes
que camnhavam ausentes dos afectos
oferecidos pelo chão da vida,
naquela tarde de verão,
e que jamais, voltaria a ser exactamente como aquela,
que generosamente sorria aos passantes,
neste mundo onde os olhares se fecham ao que nos cerca

José Carlos Moutinho

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Convite

Amigos de Guimarães e não só...
terei imenso gosto na vossa presença, hoje, dia 25 Maio, pelas 18,30 h.
Entrada livre.

Palavras

...
Quando as palavras dentro de mim se inquietam
aconchego-as em serenos pensamentos...
e, quando elas se acalmam,
e, silenciosamente me dizem das suas emoções,
faço das minhas mãos, asas,
para que as palavras possam voar
até onde serão desenhadas,
poderá ser no papel
ou em qualquer outro jardim de sentimentos...
e da solidão que nos envolve,
(palavras,minhas mãos e meu sentir)
nasce o poema,
ou o que eu, desenhador de palavras, pense ser poema.

José Carlos Moutinho